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sexta-feira, 25 de março de 2011

A segunda Guerra Mundial

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (Resumo) Causas A Segunda guerra mundial pode ser entendida a partir das relações internacionais, do imperialismo, do crescimento do nacionalismo e do desenvolvimento da indústria bélica. Com a crise mundial de 1929, o nacionalismo cresceu, bem como a extrema direita (os regimes totalitários). Política expansionista Na Alemanha, com a implantação do III Reich, o Tratado de Versalhes foi desrespeitado, levando a reorganização das Forças Armadas e ao desenvolvimento da produção de armamentos. Iniciava-se então a política de expansão territorial – proclamando a necessidade de que toda a raça germânica (considerada a superior). A expansão alemã iniciou-se em 1938 com o Anschluss, ou seja, a união da Áustria e da Alemanha. Em seguida foi anexada a região dos Sudetos ( Tchecoslováquia ). A ocupação da região foi aprovada pela Conferência de Munique ( Alemanha, Itália, França e Inglaterra). Em 1939 a Alemanha realiza um acordo com Itália e Japão – surgindo assim o EIXO ( Roma, Berlim, Tóquio).Já o governo fascista da Itália conquistou a Abissínia (Etiópia) e a Albânia. No extremo oriente, o Japão anexava a Manchúria e outras regiões da China Política de apaziguamento Enquanto os países do EIXO realizavam a expansão territorial, e colocando em risco a paz mundial, a Liga das Nações, a França e Inglaterra limitavam-se à pequenas reprimendas – procurando evitar a guerra. No entanto, a ausência de medidas mais duras só contribuíam para o fortalecimento do EIXO. Política de neutralidade Postura internacional adotada pelos Estados Unidos da América – muito mais preocupados em solucionar os efeitos internos da crise de 1929 – que não interferiram nas relações políticas da Europa até a guerra começar. Política de isolamento A União Soviética encontrava-se isolada nas relações- e decisões – políticas, pelo fato do regime comunista, imposto desde 1917. A URSS ainda acreditava que a política do apaziguamento servia para jogar a Alemanha contra ela ( exemplificada na Conferência de Munique ). Procurando romper seu isolamento a URSS assinou um pacto de não-agressão com a Alemanha. Este pacto, denominado Ribbentrop-Molotov, atendia aos interesses da URSS, livrando-a ( inicialmente) de uma agressão alemã e conseguindo maior tempo para se preparar; beneficiava a Alemanha que evitava uma guerra em duas frentes (oriental e ocidental). Porém, tanto comunistas quanto nazistas sabiam que o tratado teria curta duração. Garantida a neutralidade da URSS a Alemanha, em 1Š de setembro de 1939 invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra. A Guerra civil espanhola Um outro fator da Segunda Guerra foi a Guerra civil espanhola(1936-1939), envolvendo fascistas espanhóis e republicanos. As tensões iniciaram-se em 1931 com a abdicação do rei Afonso XIII, em virtude das pressões sociais, que exigiam uma república. Com a abdicação, instalou-se uma república de caráter liberal. A nascente república espanhola passa por graves problemas políticos – reação da antiga elite dominante, anticlericalismo acentuado, autonomismo regionais (como o caso do País Basco e Catalunha) e crescimento dos movimentos populares. Neste contexto surge um grupo conservador, de extrema direita, com aspectos fascistas – a Falange. Nas eleições de 1936, a Frente Popular – frente anti-fascista composta por liberais, socialistas, anarquistas e comunistas – venceu e procurou efetivar um conjunto de reformas sociais. Em 18 de julho do mesmo ano, o general Francisco Franco iniciou uma revolta contra a república. Contou com o apóio da Falange, dos latifundiários, da Igreja e da classe média urbana. A Guerra civil espanhola foi extremamente violenta e contou com a participação internacional. A Frente Popular recebe apoio da União Soviética e da Brigadas Internacionais (compostas por pessoas de diversos países); já a Falange conta com o apóio da Alemanha, Itália e Portugal. A ajuda da Itália e Alemanha foi decisiva para a vitória de Franco, iniciando-se na Espanha um Estado de características fascista- o Franquismo. Fases da guerra A primeira fase da guerra foi marcada pela vitória do EIXO – de 1939 a 1941. A Alemanha adotou a Blitzkrieg – “guerra-relâmpago”- tática de operação combinanda (naval,aérea e terrestre). A Alemanha ocupou a Polônia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica e França. A França, após a invasão, ficou dividida em duas áreas: uma zona de ocupação pelos nazistas e uma zona “livre”- governada pelos simpatizantes do nazismo. Em agosto de 1940 iniciou-se o ataque a Grã-Bretanha, neutralizada pela ação da RAF (força aérea britânica). Em 1941 o EIXO recebeu apoio da Hungria, Romênia e Bulgária, houve a ocupação da Iugoslávia e da Grécia. No mesmo ano houve o desembarque da Afrikakorps (comandada por Rommel) com o objetivo de conquistar o canal de Suez. Entre os anos de 1941 a 1943 houve um período de equilíbrio entre as forças na guerra. Em junho de 1941 a Alemanha deu início à Operação Barbarossa – a invasão da União Soviética. A ofensiva nazista, inicialmente, foi vitoriosa.Em dezembro de 1941, o Japão durante seu expansionismo pela Ásia, atacou Pearl Habor – fato que marca a entrada dos EUA no conflito.Entre 1943 e 1945 a guerra é marcada pela vitória das forças contrárias ao EIXO. A Batalha de Stalingrado, vencida pelos comunistas, marca o início da derrocada dos nazistas; em 1944 inicia-se a Operação Overlord (Dia D) e o desembarque dos aliados na Normandia. A Itália já havia se retirado do conflito em julho de 1943. O Japão cede em 1945 após os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagazaki. As consequências da guerra A Segunda Guerra provocou um desenvolvimento da indústria bélica e um grande número de mortes: a União Soviética teve 20 milhões de mortos; 6 milhões de alemães; 1,2 milhões de mortos japoneses; e o extermínio de judeus, nos campos de concentração chegou a cerca de 7 milhões de vítimas. Outra consequência foi a reunião dos aliados e da União Soviética, procurando reorganizar o mapa político alterado pela guerra. As conferências e suas principais decisões foram: Conferência do Cairo- Realizada ainda durante a guerra (1943), reuniu Churchill (Grã-Bretanha), Roosevelt (EUA) e Chang Kai-chek (China) que discutiram o mapa da Ásia – alterado pelo Japão. Conferência de Teerã- Dezembro de 1943 que reuniu Churchill, Roosevelt e Stalin (União Soviética). Selaram a decisão do Dia D , formularam a criação de organismo internacional para preservar a paz mundial e decidiram dividir a Alemanha em zonqas de influência.Conferência de Ialta- Com a participação de Churchill, Roosevelt e Stalin que confirmaram a divisão da Alemanha e dividiram a Coréia em zonas de influência: o Sul controlado pelos EUA e o Norte pela União Soviética.Conferência de Potsdam- Participação de Clement Attlee (Grã-Bretanha), Harry Truman (EUA) e Stalin. Efetivou a divisão da Alemanha em zonas de influência, a criação de um tribunal para julgar os crimes nazistas (Tribunal de Nuremberg) e estipulado uma indenização de 20 bilhões de doláres à Inglaterra, URSS, França e EUA. Outras conseqüências: A criação da ONU; O Plano Marshall, plano de ajuda econômica dos EUA para recuperar a economia européia. A nação que quisesse receber a ajuda deveria combater- internamente-o avanço das idéias comunistas; A Guerra Fria, um conflito ideológico entre o capitalismo- sob a liderança dos EUA – e o comunismo, liderado pela União Soviética. A Guerra Fria foi inaugurada pela Doutrina Truman, que justificava uma intervenção militar para evitar que os comunistas chegassem ao poder em qualquer país. Por conta guerra fria foi criada, em 1949, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e em 1955 firmado o Pacto de Varsóvia- bloco militar dos países comunistas. O primeiro conflito da Guerra Fria foi a Guerra da Coréia (1950/53) quando a URSS ajudou a Coréia do Norte a invadir a Coréia do Sul, auxiliada pelos EUA. Houve ainda o processo de descolonização da Ásia e da África. EXERCÍCIOS 1)(UNITAU) – O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi: a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos, na Checoslováquia b) a tomada do “corredor polonês” que desembocava na cidade-livre de Dantizg (atual Gdansk), pelos italianos; c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra eda França em socorro de sua aliada, declarando guerra ao Terceiro Reich d) a efetivação do “Anschluss”, que desmembrou a Áustria da Alemanha; e) a invasão da Polônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germano-Soviético. 2) (UFRN) – Em relação à Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que: a) Hitler empreendeu uma implacável perseguição aos judeus, que resultou na morte de seis milhões de pessoas; b) Os norte-americanos permaneceram neutros na guerra até 1941, quando bombardearam Hiroshima e Nagasaki c) de Gaulle foi o chefe do governo de Vichy d) com o ataque alemão a Pearl Habor, os norte-americanos resolveram entrar na guerra e) a Crise de 1929 nada teve a ver com a Segunda Guerra Mundial. 3) (Objetivo)- Assinale a alternativa errada no contexto da Segunda Guerra Mundial: a) A anexação da Albânia pelas tropas fascistas italianas b) A invasão, pelos japoneses, de regiões chinesas de grande importância econômica; c) A anexação da região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, pelos alemães; d) A vitória alemã na batalha de Stalingrado, que consolidou a hegemonia nazista; e) A crise do Corredor Polonês, que culminou com a invasão da Polônia por tropas nazistas. 4) (UNIP) – O plano Marshall, assinado em abril de 1948 pelo presidente Truman: a) isolou completamente os Estados Unidos da Europa, através do congelamento dos empréstimos que o país havia feito aos aliados durante a Segunda Guerra Mundial b) proposto pelo general George Marshall, chefe do Estado-Maior do Exército norte-americano, visava recuperar a economia interna dos Estados Unidos, abalada pela Guerra do Pacífico c) foi criado com a finalidade de reconstruir os países comunistas abalados pela Grande Guerra de 1939 a 1945 d) deu ênfase inicial ao fornecimento de alimentos, rações para animais e fertilizantes, com o objetivo de aumentar a produtividade agrícola e) destinou recursos financeiros aos países europeus de pequeno porte, tendo em vista que a França, Inglaterra, Alemanha e Itália eram nações altamente desenvolvidas. Respostas : 1) C 2) A 3) D 4) D

quarta-feira, 23 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Energia nuclear Fukushima relança o debate

14 março 2011 Presseurop

Seja qual for a amplitude do acidente nuclear na central japonesa de Fukushima, os seus efeitos já se fazem sentir na Europa. “O debate que, aparentemente, iria diminuir ao ritmo da lembrança de Chernobyl, ressurge com toda a brutalidade”, constata Le Figaro. O diário parisiense explica que o que se passa no Japão representa “um golpe extremamente violento que se abate sobre a atividade nuclear mundial”. A subida do petróleo em 2008 “permitiu que se falasse do sonho do átomo civil em todo o mundo”, e que “Bruxelas, animada por Paris, inscrevesse explicitamente o nuclear entre ‘as energias descarbonizadas’, a par da energia hidráulica, solar, ou eólica”.
“Em nenhuma região do mundo é tão importante a energia nuclear como na Europa“, sublinha Die Welt. Em média, o nuclear satisfaz 15% das necessidades mundiais de energia elétrica e as 144 centrais europeias produzem 30% da eletricidade consumida. 71% dos cidadãos da UE vivem num país com reatores dentro de fronteiras.
Mas hoje, escreve Le Figaro, "os opositores ao nuclear retomaram o seu vigor em toda a Europa. Na Alemanha, onde o Governo conservador-liberal de Angela Merkel fez aprovar, no outono de 2009, o prolongamento da duração de vida dos 17 reatores nucleares do país (...), na Áustria, um país tradicionalmente hostil à energia nuclear, o ministro do Ambiente, Nikolaus Berlakovich, defendeu um ‘teste de stresse’ às centrais europeias (...), na Grã-Bretanha, onde o Governo de Cameron relançou um programa de construção de centrais e acordou, em outubro, oito novos locais, o ministro da Energia, Chris Huhne, manifestou o seu acordo a um inquérito ‘para retirar as ilações necessárias’ sobre o assunto, visto que, em junho, se irá decidir o recurso à tecnologia EPR da Areva e da EDF”.
O choque é tal que nos encontramos no “fim da era nuclear", não hesita o título do Spiegel. O semanário alemão exige a revisão da doutrina do risco zero: “Obviamente que o Japão é uma zona sísmica, facto que aumenta o risco e representa uma diferença entre o Japão e a Alemanha ou a França. Mas o Japão também faz parte das indústrias mais desenvolvidas, onde engenheiros bem formados e minuciosamente corretos constroem os automóveis mais modernos e mais fiáveis do mundo. Na época da catástrofe de Chernobyl, a indústria nuclear alemã foi capaz de engolir e de fazer engolir que na Europa de Leste os reatores eram obsoletos e os engenheiros incapazes e negligentes. Sabemos agora como essa ideia era pretensiosa. […] Basta uma série de acasos infelizes [e] Fukushima é mundial.”
Há muitos anos, lembra Der Standard, "houve dúvidas sobre a segurança das centrais da Europa de Leste, como foi o caso de Mochovce [Eslováquia], ou Temelín [República Checa, perto da fronteira com a Áustria]. Mas quando se trata de centrais alemãs, as críticas baixam de tom. Por exemplo, "há muitos anos que se sabe que a central de Neckarwestheim, em Bade-Wurtemberg, se encontra numa zona sísmica".
Esta vulnerabilidade faz pensar que "as questões centrais não encontram respostas evidentes": Domina-se a técnica? É possível tornar as centrais mais seguras? É possível garantir uma eliminação em segurança dos resíduos? “Cabe à UE lançar o controlo de todas as instalações nucleares na Europa”, considera o jornal, que estima que a proposta do ministro austríaco do Ambiente, Nikolaus Berlakovich, de organizar testes de stresse às centrais nucleares “revela muito bom senso”.
Será prudência ou histeria? Desde 1979, data da fuga radioativa na central americana de Three Miles Island, “que fizemos progressos tecnológicos”, nota o Hospodářské noviny. Contrariamente a 1986, data da catástrofe de Chernobyl, “já não existe um regime comunista que, por princípio, faz pouco da segurança do seu povo” e a Europa não se encontra, maioritariamente, numa região sísmica ativa. Por isso, assegura o diário checo, "abandonar a energia nuclear é tanto mais aberrante quanto é sabido que as fontes alternativas de energia são limitadas". "A boa reação a Fukushima", estima o jornal, "não será fugir do nuclear em pânico, mas chegar a boas conclusões sobre o que aconteceu e melhorar as medidas de segurança".
O acidente de Fukushima não deve ser subestimado, nota, por seu turno, o editorialista Sergio Rizzo, no Corriere della Sera, mas “a emoção compreensiva provocada por esta tragédia não deve determinar as escolhas fundamentais para a nossa política energética. Já o fizemos e já nos escaldámos: o referendo antinuclear de 1987 passou por larga maioria por causa do choque do acidente de Chernobyl”. Mas em vez de levar às prometidas energias verdes, este voto pelo encerramento das centrais italianas conduziu a uma nova dependência do petróleo.
É precisamente o que refere De Standaard, na Bélgica: "Temos de pagar o preço do nosso modo de vida”, pois, “como não estamos preparados para mudar radicalmente o nosso consumo, temos de admitir que a eletricidade produzida a preços acessíveis implica um risco”. É neste contexto que, por um acaso do calendário, o Governo belga lança esta semana uma campanha para “informar a população dos comportamentos de proteção em caso de acidente nuclear".

Após maior terremoto do Japão, tsunami devasta parte do nordeste do país; mortos passam de 300

O terremoto de 8,8 pontos na Escala Richter que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11), segundo a Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio, é considerado um dos maiores da história do país.
Pelo menos 337 pessoas morreram e 531 estão desaparecidas, segundo novo balanço da polícia. Segundo a agência de notícias Kyodo, o número de mortos pode chegar 1.000.
O Ministério da Defesa do país informou que 1.800 casas foram destruídas na localidade de Fukushima, de acordo com a Kyodo.
Apenas em Sendai, uma das cidades mais afetadas pelo tremor, mais de 200 corpos foram encontrados pela polícia na praia, segundo a agência de notícias local Jiji Press.
O terremoto gerou um tsunami que invadiu cidades da costa leste do Japão com ondas de até 10 metros que arrastaram barcos de pesca e outras embarcações pelas cidades. Vários veículos e casas ficaram submersos.
Ondas gigantes viajaram pelo Pacífico a uma velocidade de cerca de 800 km/h, antes de atingir a costa do Japão.
O epicentro do terremoto foi no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km. Os primeiros tremores foram identificados às 14h46 (2h46, horário de Brasília). Diversas réplicas estão sendo registradas ainda no país: uma delas, de 6,6 pontos de magnitude, atingiu o noroeste do Japão.
As comunicações no Japão estão prejudicadas. Os celulares estão funcionando com limitações e a telefonia fixa, em Tóquio, com alguma irregularidade.
O metrô da capital japonesa foi paralisado, os carros detidos nas estradas, os aeroportos foram fechados e os prédios foram evacuados entre sons das sirenes e chamadas à evacuação.
Conheça causas e efeitos dos terremotos
A refinaria de petróleo Cosmo, na cidade de Chiba, perto de Tóquio, pegou fogo, com as chamas de até 30 metros de altura. Incêndios em refinarias de outras cidades também foram reportados.
Sobreviventes da tragédia relatam frio e escuridão na área atingida já que a rede elétrica foi bastante danificada.
Tremor é considerado o maior no país
Inicialmente, a agência de metereologia do Japão noticiou que a intensidade do terremoto havia sido de 8,9 pontos na Escala Richter, informação corrigida depois para 8,8 pontos.
De acordo com agências de notícias, este é o maior tremor que atinge o país em sete anos, e o 7º maior na história, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Já a Agência de Metereologia Japonesa afirmou que este foi o terremoto mais forte registrado no Japão.
Após o tremor, a cidade de Tóquio foi atingida por uma forte réplica de magnitude 6,7 na Escala Richter. A princípio, o terremoto foi considerado de 7,9 pontos e, posteriormente, de 8,8 pontos pelo Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA.
As vítimas do terremoto incluem um homem de 67 anos, esmagado por uma parede, e uma idosa, atingida pelo teto da própria casa, que desabou, ambos na região de Tóquio. Outras três pessoas morreram soterradas dentro de casa em Ibaraki, a nordeste da capital, segundo informações da Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio.
O último terremoto de grandes proporções registrado no Japão aconteceu em 1932, em Kanto. O tremor de magnitude 8,3, matou 143 mil pessoas, segundo o USGS. Em 1996, um tremor de magnitude 7,2, em Kobe, deixou 6.400 mortos.
Veja Álbum de fotos
Cidades mais atingidas
O terremoto abalou prédios em Tóquio e fez com que as autoridades emitissem um alerta sobre tsunamis, avisando que as ondas podem atingir até 6 metros de altura. O sismo provocou 14 incêndios em edifícios da capital japonesa.
A metrópole japonesa está condicionada a suportar fortes terremotos sem que se produzam danos materiais e sua legislação proíbe, por exemplo, que os edifícios estejam em contato para evitar que um arraste o outro durante os sismos.
O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na capital e em regiões vizinhas, afetando cerca de 4 milhões de residências. Por precaução, prédios foram evacuados.
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Imagens do canal de televisão NHK registraram fumaça saindo de um prédio em Odaiba, bairro de Tóquio, logo após os tremores. O mesmo canal exibiu outra reportagem na qual carros e barcos foram varridos na prefeitura de Fukushima, após o tremor.
Diversas pessoas ficaram feridas na queda do telhado de um edifício no centro de Tóquio onde 600 estudantes participavam de uma cerimônia de entrega de diplomas, de acordo com os bombeiros.
Na província de Fukushima, nordeste do Japão, uma represa rompeu e casas foram tragadas, segundo informou a agência de notícias Kyodo.
O serviço de trem-bala para a região norte do país foi suspenso e as atividades do aeroporto Narita, em Tóquio, estão interrompidas. Outras fontes dizem que o serviço de trens e aviões não está funcionando “em grande parte do país”, segundo as agências de notícias.
Em Sendai, uma das cidades mais atingidas, edifícios ficaram em chamas, o aeroporto, no distrito de Miyagi, foi fechado depois de ser inundado com carros e demais veículos que estavam nos arredores durante o tremor, e as estradas estão repletas de lamas. O governo enviou barcos da Força Naval do país para a área.
Um trem de passageiros da empresa East Japan Railway Co. está desaparecido, segundo informou a agência japonesa Kyodo. O trem estava perto da estação de Nobiru, no percurso que liga Sendai a Ishinomaki, no momento do terremoto.
Outras imagens mostram o nível da água subindo rapidamente na cidade costeira de Miyako, na prefeitura de Iwate. Dezenas de carros estavam boiando nas águas do porto e vários barcos estão à deriva. O parque de diversões Disney de Tóquio também ficou inundado por causa do tsunami.
Estado de emergência nuclear
O governo do Japão informou que o país emitiu um estado de emergência na usina nuclear de Fukushima devido a uma falha no seu sistema de resfriamento registrado após o tremor que atingiu a costa leste e foi seguido de um tsunami. O governo mandou evacuar 2.000 pessoas que residem nos arredores da usina.
O ministro do Comércio e da Indústria japonês, Banri Kaieda, admitiu a possibilidade de um pequeno vazamento na usina, depois de funcionários relatarem um aumento da pressão em um dos reatores, após o terremoto.
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou que o terremoto causou "maiores danos" no nordeste do país, mas que as instalações de energia nuclear na área não foram atingidas e não há risco de vazamento de material radioativo. O chefe de gabinete Yukio Edano afirmou que o estado de emergência foi uma precaução.
Em Viena, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que as quatro usinas nucleares japonesas situadas perto da área atingida pelo terremoto foram fechadas por segurança.
A agência de notícias Kyodo disse que um incêndio ocorreu na usina nuclear Onagawa, da Tohoku Electric Power Company, no nordeste do Japão após o terremoto.
Em outro incidente, a província de Fukushima, local de uma usina nuclear da Tokyo Electric Power, disse nesta sexta-feira que o sistema de resfriamento do reator estava funcionando, negando uma informação anterior de que a instalação teve problemas.
Notícia retirado do UOL Notícias*
Em São Paulo
Atualizado em: 11/03/2011 - 18h03

quarta-feira, 9 de março de 2011

Colonização Alemã no Brasil

Por Antonio Gasparetto Junior
A Colonização Alemã no Sul do Brasil foi a alternativa encontrada pelo Governo Imperial para promover a ocupação da região.
A imigração alemã no Brasil começou muito antes da grande imigração ocorrida na segunda metade do século XIX. Neste momento, imigrantes de diversas nacionalidades, especialmente européias, vieram para o Brasil em busca de emprego em um mercado que começava a se abrir e a abandonar o sistema escravista que durante tanto tempo foi predominante. Com esse pressuposto, ocuparam postos de trabalho na lavoura de café, principal produto de exportação brasileiro, e também nas nascentes indústrias, tendo em vista ainda o comércio urbano. Muito anterior a esse processo mais abrangente de nacionalidades, os alemães começaram a chegar ao Brasil como opção para ocupação do território na Região Sul do país.

Em 1822 o Brasil se tornou independente de Portugal e se deparou com algumas necessidades visíveis no novo Império. Uma delas era dar conta da região Sul do país que até então representava um grande vazio geográfico, sendo que poderia oferecer muito mais ao Brasil. A imigração foi a solução encontrada para promover a ocupação daquele território, já que os brasileiros não davam conta de se espalharem de tal forma pelo território nacional. Como os portugueses representavam um passado muito próximo, essa nacionalidade foi imediatamente desqualificada para promover a ocupação do Sul, fazendo cair a escolha então sobre os alemães.

A Imigração Alemã no Sul do Brasil começou logo cedo no Império, em 1824, quando os primeiros grupos de imigrantes da Alemanha foram se fixar no Rio Grande do Sul. Os alemães promoveram a colonização na província e partir daí se expandiram por toda a região. O fluxo de imigrantes alemães para o Rio Grande do Sul foi contínuo entre os anos de 1824 e 1830, totalizando aproximadamente 5.350 recém-chegados. A imigração no Rio Grande do Sul foi interrompida entre 1830 e 1844 para, neste ano, ser reiniciada com a entrada de aproximadamente mais dez mil indivíduos. Daí para frente, o país todo entrou no ritmo da grande imigração e o número de alemães no Sul e em outras regiões só cresceu, mantendo-se ascendente até o advento da Primeira Grande Guerra Mundial.

Após a ocupação intencionada do extremo sul do país, grupos de imigrantes alemães foram destinados para a província de Santa Catarina. Os primeiros colonos a chegar datam de 1829, ocupando o que é hoje a cidade de São Pedro de Alcântara. Em Santa Catarina, todavia, o fluxo só foi mais intenso mesmo após 1850 quando seguiu as diretrizes do restante do país. A atual cidade de Joinville é fruto de uma fase de ocupação de outra região da província a partir de 1851, a partir da qual se expandiram por todo o norte de Santa Catarina. Seguindo o destino do país, com a grande imigração da segunda metade do século XX, chegaram ao estado aproximadamente 17.000 alemães, como agricultores, comerciantes e artesãos.


Localização de colônias alemãs em Santa Catarina.
A presença dos alemães no Paraná data da mesma época de Santa Catarina, 1829, quando a primeira colônia foi fundada em Rio Negro. Nesta província a maior imigração aconteceu somente no início do século XX com a ocupação das regiões leste e sul. Mais tarde, por volta de 1950, o Paraná recebeu migrantes alemães vindos de colônias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul que buscavam as proximidades do Oeste e Leste do estado.

Os imigrantes alemães que se guiaram ao Sul do Brasil passaram por situações diferentes para sobrevivência. Os grupos que se destinaram a colônias no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, chegaram ao Brasil sem possuir nada além da força de trabalho, conquistaram algumas pequenas propriedades e algumas cabeças de gado através do incentivo do governo para ocupação do Sul do país a partir das quais tiveram que se desenvolver por conta própria. Já os imigrantes com destino ao Paraná, pela proximidade com São Paulo e a região produtora de café, acabaram se empregando nas lavouras do produto. A alternativa encontrada por tal povo para manter os traços da terra natal e da cultura germânica foi a organização de tais indivíduos em sociedades de cunho mutualista ou recreativa.

Fontes:
http://www.tonijochem.com.br/colonias_alemas.htm
http://www.brasilcultura.com.br/perdidos/mostra-raizes-do-parana-os-alemaes/

DIEGUES JÚNIOR, Manuel. Imigração, Urbanização, Industrialização. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, 1964.

DIEGUES JÚNIOR, Manuel. Etnias e Culturas no Brasil. Rio de Janeiro, Biblioteca do Exército Editora, 1980

segunda-feira, 7 de março de 2011



Hino Nacional Brasileiro COM LETRA

HINO DE MATO GROSSO DO SUL

Imigração Japonesa no Brasil
A História da Imigração Japonesa no Brasil, a chegada no Kasato Maru, os primeiros imigrantes,
a cultura japonesa no Brasil, as dificultades e as contribuições culturais para a formação da cultura brasileira
Kasato Maru: navio que trouxe os primeiros japoneses ao Brasil
Introdução: No ano de 2008, comemoramos, aqui no Brasil, 100 anos da imigração japonesa. Foi em 18 de junho de 1908, que chegou ao porto de Santos o Kasato Maru, navio que trouxe 165 famílias de japoneses. A grande parte destes imigrantes era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas fazendas de café do oeste do estado de São Paulo.
Motivos e início da imigração : No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional. A economia nipônica não conseguia gerar os empregos necessários para toda população, então, para suprir as necessidades de ambos países, foi selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês.
Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Pesquisas indicam que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria dos imigrantes preferiam o estado de São Paulo, pois nesta região já estavam formados bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.
Dificuldades e desafios : O começo da imigração foi um período difícil, pois os japoneses se depararam com muitas dificuldades. A língua diferente, os costumes, a religião ,o clima, a alimentação e até mesmo o preconceito tornaram-se barreiras à integração dos nipônicos aqui no Brasil. Muitas famílias tentavam retornar ao país de origem, porém, eram impedidas pelos fazendeiros, que as obrigavam a cumprir o contrato de trabalho, que geralmente era desfavorável aos japoneses. Mesmo assim, eles venceram estes problemas e prosperam. Embora a idéia inicial da maioria fosse retornar para a terra natal, muitos optaram por fazer a vida em solo brasileiro obtendo grande sucesso.
Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. O Brasil entrou no conflito ao lado dos aliados, declarando guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Durante os anos da guerra a imigração de japoneses para o Brasil foi proibida e vários atos do governo brasileiro prejudicaram os japoneses e seus descendentes. O presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa e as manifestações culturais nipônicas foram consideradas atitudes criminosas.
Com o término da Segunda Guerra Mundial, as leis contrárias à imigração japonesas foram canceladas e o fluxo de imigrantes para o Brasil voltou a crescer. Neste período, além das lavouras, muitos japoneses buscavam as grandes cidades para trabalharem na indústria, no comércio e no setor de serviços.
Contribuições : Atualmente, o Brasil é o país com a maior quantidade de japoneses fora do Japão. Plenamente integrados à cultura brasileira, contribuem com o crescimento econômico e desenvolvimento cultural de nosso país. Os japoneses trouxeram, junto com a vontade de trabalhar, sua arte, costumes, língua, crenças e conhecimentos que contribuíram muito para o nosso país. Juntos com portugueses, índios, africanos, italianos, espanhóis, árabes, chineses, alemães e muitos outros povos, os japoneses formam este lindo painel multicultural chamado Brasil.