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domingo, 4 de agosto de 2013

Papa Francisco no Brasil


Papa Francisco no Brasil: Visita terá caráter estratégico para Igreja.

José Renato Salatiel (jornalista e professor)

Em sua primeira visita ao Brasil, o papa Francisco cumprirá uma das etapas mais importantes de sua missão de revigorar a imagem da Igreja Católica na América Latina, sobretudo diante da expansão do movimento evangélico na região.
Ficha-resumo
O Brasil é o maior país católico do mundo, com 123,2 milhões de fieis (64,6% da população). Nas últimas décadas, porém, vem perdendo devotos para as igrejas evangélicas. De acordo com o censo do IBGE de 2010, o número de evangélicos aumentou 61% em 10 anos, enquanto a população católica retraiu, em duas décadas, 22%.
Contribuíram para isso o uso eficiente dos meios de comunicação eletrônicos pelas igrejas evangélicas e o trabalho de pastores nas periferias das cidades. A Igreja Católica, por seu turno, encontrou dificuldades para tratar questões contemporâneas como o aborto, o divórcio e o homossexualismo.
Além disso, o Vaticano envolveu-se em escândalos sexuais -- com clérigos acusados de pedofilia -- e de corrupção. A pressão da opinião pública foi um dos motivos que levaram o papa emérito Bento XVI a renunciar em 11 de fevereiro, surpreendendo o mundo cristão. Foi o primeiro papa a abdicar do cargo desde 1415.

Em 13 de março, o Conclave escolheu o jesuíta argentino Jorge Mario Bergoglio (que adotou o nome de Francisco) como substituto de Bento XVI.
A escolha do primeiro papa latino-americano da história não foi por acaso: a América Latina, que concentra 45% dos católicos no mundo, é vista por Roma como uma base estratégica para a superação da crise do catolicismo na Europa.
Juventude
Bento XVI esteve no Brasil em 2007. Já em sua primeira viagem, o papa Francisco participa da Jornada Mundial da Juventude, evento religioso que reúne cerca de 2,5 milhões de católicos no Rio de Janeiro, entre 23 e 28 de julho.
O encontro acontece a cada três anos, mas foi antecipado para não coincidir com a Copa do Mundo de 2014. O último foi realizado em 2011, em Madri, na Espanha. Durante o evento no Brasil são realizadas missas, palestras, shows e outras atividades religiosas.
O maior encontro internacional de jovens católicos foi criado pelo papa João Paulo II em 1984. A primeira edição aconteceu em Roma, dois anos depois. Contudo, a preocupação da Igreja Católica com os jovens é mais antiga. Ela data do Concílio do Vaticano II, de 1965, período de agitações culturais, políticas e comportamentais.
Na década de 80, o Vaticano percebeu que essa revolução nos costumes afastava os jovens da vida católica e da vocação eclesiástica. Como efeito, caía o número de sacerdotes ao passo que crescia a quantidade de adolescentes que se desligavam da tradição religiosa.
Por isso, os encontros com o papa serviriam como uma “vitrine” do Catolicismo, de forma a revigorar a fé católica entre os mais jovens.
Corrupção
Até agora, o papa Francisco exerceu um pontificado discreto, sem muitas mudanças ou polêmicas.
Seus primeiros atos foram administrativos e tiveram repercussão interna na igreja. Ele nomeou comissões especiais para investigar desvios de dinheiro do Banco do Vaticano e para trocar o comando da Cúria Romana, órgão administrativo da Santa Sé que é alvo de denúncias de corrupção, nepotismo e abusos de poder.
As supostas irregularidades tornaram-se públicas com a divulgação de documentos secretos do Vaticano, no ano passado, no escândalo que ficou conhecido como Vatileaks (em referência ao Wikileaks).
 No começo de julho, o diretor-geral do Banco do Vaticano renunciou ao cargo devido às investigações da Justiça, três dias após a prisão de um clérigo que era contador na Cúria.
Na esfera religiosa, o papa assinou, no começo de julho, o decreto de canonização de dois papas considerados importantes na história moderna do Catolicismo: João Paulo II e João XXIII, que serão santos por conta de milagres atribuídos a eles.
Uma das características do papa Francisco é o despojamento e a popularidade. Ele abriu mão de privilégios, vive em um apartamento comum, pagou as contas do hotel onde se hospedou durante o Conclave em Roma e, em comunicado oficial, admitiu os próprios pecados. Ele também demonstra maior contato físico com os fieis durante suas aparições públicas.
No Brasil, o papa encontrará um país ainda agitado por uma recente onda de protestos políticos, mas não uma igreja dividida por conflitos, como os que marcaram a oposição do Vaticano às doutrinas social-cristãs na época da ditadura. Mesmo tendo a tarefa de divulgar o Catolicismo em uma nação que gradualmente perde adeptos, o tom será conciliador.

Estudante: Fique Ligado

Para o estudante secundarista e o vestibulando, a visita do papa Francisco é um gancho para tratar de questões históricas relaciondas ao cristianismo e à igreja católica. É um convite ao estudo desses temas pela perspectiva da história geral. Como complemento, vale conhecer o que dizem os estudos históricos sobre Jesus Cristo, por uma perspectiva laica.

Direto ao ponto

Em sua primeira viagem ao Brasil, o papa Francisco participa da Jornada Mundial da Juventude, evento religioso que reúne cerca de 2,5 milhões de católicos no Rio de Janeiro, entre 23 e 28 de julho. O cardeal argentino foi eleito em 13 de março após a renúncia do papa Bento XVI.
O encontro acontece a cada três anos, mas foi antecipado pra não coincidir com a Copa do Mundo de 2014. O último foi realizado em 2011, em Madri, na Espanha.
O maior encontro internacional de jovens católicos foi criado pelo papa João Paulo II em 1984. A primeira edição aconteceu em Roma, dois anos depois. O objetivo é atrair jovens para a fé católica, em meio a um processo de descristianização na Europa e de crescimento de igrejas evangélicas na América Latina.
O Brasil é o maior país católico do mundo, com 123,2 milhões de fieis. Nas últimas décadas, porém, vem perdendo o número de devotos para as igrejas evangélicas. De acordo com dados do IBGE de 2010, o número de evangélicos aumentou 61% em 10 anos, enquanto a população católica retraiu 22% em duas décadas.

Sugestões de estudo para se preparar para o vestibular e ENEM:
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/atualidades/papado-joao-paulo-2-bento-16-e-a-historia-dos-papas.htm
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/imperio-romano---cristianismo-da-pregacao-de-jesus-a-constantino.htm.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/igreja-catolica-1-na-idade-media-essa-instituicao-ganhou-forca-politica.htm.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/igreja-catolica-2-arquitetura-e-arte-crista.htm
http://educacao.uol.com.br/biografias/jesus-cristo.jhtm

FONTE: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/papa-francisco-no-brasil-visita-tera-carater-estrategico-para-igreja.htm


quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Ciclo do Pau-Brasil - 1503
07/01/2009 - Fernando Kitzinger Dannemann

Muito antes da chegada de Cabral às terras ameríndias, os europeus já conheciam a madeira de cujo cerne avermelhado, cor de brasa, extraíam um corante com que se tingiam panos. Era trazido das Índias pelos árabes, que auferiam grandes lucros nessa empresa, já que a cor vermelha dos tecidos, durante muitas décadas reservada aos eclesiásticos, entrara na preferência do vestuário burguês.

O pigmento responsável pela cor (substância depois denominada “brasilina”) era utilizado para tingidura desde a Idade Média. No século 16, seu valor comercial tornou-se tão grande que influiu na disputa por novas terras, entre franceses, holandeses e portugueses. Botanicamente, trata-se de árvore da família das leguminosas, pertencente à espécie Caesalpinia echinata (nome derivado dos numerosos espinhos que possui no tronco), praticamente extinta no século 20.

Em sua segunda expedição (1503) às terras encontradas três anos antes, Américo Vespúcio enviou a dom Manuel, rei de Portugal, um relatório informando que entre as riquezas procuradas as de maior proveito eram “infinitas árvores de pau-brasil”. Realmente, quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram nas matas atlânticas da região do Espírito Santo e da Bahia uma enorme quantidade de madeira de lei (caviúna, jacarandá e outras), especialmente uma árvore alta (8 a 10 metros e diâmetro de 80 centímetros), dura e resistente, cujo cerne tinha intensa coloração vermelha, da cor de brasa. Por isso, recebeu o nome de pau-brasil.

Logo após o regresso da expedição de Américo Vespúcio, dom Manuel colocou o comércio do pau-brasil sob monopólio da Coroa, mas os lucros obtidos com sua exploração eram bem inferiores aos que Portugal vinha conseguindo apurar com as especiarias trazidas da Índia. Assim, a extração da madeira foi entregue a uma companhia particular que se obrigou a vender todo o produto à Coroa, tendo-se estabelecido, para isso, um consórcio comercial de cristãos novos (de origem judaica) chefiados por Fernando de Noronha, com uma concessão de três anos.

Os primeiros mercadores comprometeram-se a enviar às novas terras seis navios por ano, explorar 300 léguas do seu território, além de construir e manter feitorias no litoral, pagando uma taxa fixa (4.000 ducados por ano) à Coroa portuguesa, em troca da licença concedida. Vencido o prazo da concessão, Fernando de Noronha conseguiu renová-la até 1511. Durante esse período a exploração anual da madeira foi avaliada em cerca de 20.000 quintais (medida equivalente a 4 arrobas, ou 60 quilos, a unidade), valendo cada um deles em torno de 2 ducados e meio (moeda de ouro e de valor variável, usada antigamente em muitos países da Europa) . A partir de 1513 o contrato passou para as mãos de Jorge Lopes Bixorde, mas bastante alterado: a companhia, por exemplo, poderia comerciar livremente a madeira, mediante imposto no valor de um quinto do carregamento.

Segundo Gabriel Soares de Souza, no Tratado Descritivo do Brasil de 1587, a madeira existia em abundância no litoral do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Norte. A de melhor qualidade era obtida em Pernambuco, onde recebia o nome de “pau de Pernambuco”, e de onde saíam enormes carregamentos. O pau-brasil era extraído de maneira rudimentar. Os índios, que o chamavam de ibirapitinga, derrubavam as árvores e as empilhavam em troca de presentes. Eram eles também que, caminhando várias léguas, transportavam achas e toras nos ombros, ate o porto, e carregavam os navios (trabalho que seria executado pelos negros, após a introdução da escravatura).

Os franceses já haviam entrado em contato com os indígenas desde 1504, instalando feitorias no litoral brasileiro e enviando regularmente para a Europa navios carregados de madeira. Os protestos de dom Manuel jamais foram aceitos por Francisco I, rei da França. Mais habilitados no trato com os índios, os franceses conseguiram maiores vantagens que os português, mas seu sistema de exploração causou graves prejuízos às matas brasileiras: ao invés de cortar as árvores, eles ateavam fogo na parte inferior do tronco, provocando assim muitos incêndios que também matavam animais e destruíam preciosas essências (na ilustração, flores do pau-brasil).

Com a finalidade de acabar com a “pirataria estrangeira”, dom João III enviou expedições de guarda-costas para a colônia. Entre 1516 e 1519, e entre 1526 e 1528, os portugueses, chefiados por Cristóvão Jaques, conseguiram afundar e apreender vários navios franceses. Mas o policiamento era insuficiente para cobrir todo o imenso litoral brasileiro, e por isso Portugal viu-se diante da única alternativa para impedir o contrabando francês: enviar colonos para povoar definitivamente a nova terra.

Em 1530 Martim Afonso de Souza partiu de Lisboa à frente de quatrocentos homens, trazendo semente, mudas de plantas, instrumentos agrícolas e gado, com instruções para fundar feitorias e lotear o território da colônia. Após deixar três colonos na Bahia, ele chegou à baía de Guanabara, onde os franceses haviam se instalado. Três meses depois seguiu em direção ao sul, atingindo o rio da Prata. O navegador português fundou vilas (São Vicente, Santo Amaro e Santo André da Borda do Campo), e de regresso a Pernambuco aprisionou dois navios piratas carregados de pau-brasil, matando toda a tripulação. Ainda assim, em 1532, a fragata La Pelerine, transportando cerca de 5.000 toros, foi apreendida por uma frota portuguesa em Málaga e conduzida à corte de Lisboa.

Diante da insistência francesa, Portugal dividiu o Brasil em várias capitanias, cada uma delas tendo por governador um capitão-mor encarregado de controlar o litoral e expulsar os piratas franceses. Mas já se encontrava em declínio o curto ciclo do pau-brasil: a madeira escasseava e o nomadismo que caracterizava a atividade extrativa, impedia a constituição de verdadeiros núcleos de povoamento, Apesar do esgotamento das matas junto ao litoral, a extração continuou sob a forma de monopólio régio, possibilitando mesmo uma pequena exportação.

Até 1660, quando o pau-brasil já não era o principal produto exportado, os lucros eram consideráveis. Segundo balanço da época, num embarque de 10.000 quintais (limite máximo admitido no contrato), registrou-se a renda bruta de 40 contos. Eram deduzidos 10 contos de custo no Brasil, 3 contos de despesas com o transporte para Portugal, e 21 contos pagos a Real Fazenda. Isto significava 34 contos de despesas e 6 contos de lucros. Nessa época, a exploração do pau-brasil já estava sendo ultrapassada por uma nova atividade econômica: a da cana-de-açúcar.


Fonte: Enciclopédia Abril
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Fonte do texto: http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=1152955

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Revolução Francesa: Simulado

Simulado: Revolução Francesa
1 - (CES – 2000) Durante a Revolução Francesa, Luis XVI perdeu seus poderes absolutos; o feudalismo foi abolido e os bens eclesiásticos nacionalizados. Isso aconteceu:
a) No ano da Queda da Bastilha;
b) Durante o período do Terror;
c) Quando Napoleão tomou o poder;
d) Na fase da Convenção;
e) No período do Diretório.
2 - (UNIBH – 1999) Sobre a Revolução Francesa é correto afirmar, EXCETO:
a) Ela é um marco na História do Mundo Contemporâneo, e suas idéias não se difundiram apenas na Europa, mas vão estar presentes no processo de emancipação política da América Espanhola em fins do século XVIII e princípios do século XIX.
b) Ela é considerada uma revolução burguesa clássica, provocada por uma gama de fatores e de contingências, num contexto em que cresciam a oposição ideológica ao regime absolutista e a disseminação dos ideais de liberdade e igualdade.
c) A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada no dia 26 de agosto de 1789, foi um documento importante no qual os norte-americanos se basearam para fazer a Declaração da sua Independência e, mais tarde, a sua Constituição.
d) Muitas das conquistas sociais e políticas da Revolução Francesa foram difundidas em outros países durante a “Era Napoleônica” (1799–1815); entre elas, a igualdade dos indivíduos perante a lei e o direito de propriedade privada.
3 - (UNIBH – 1999) - “A primeira preocupação desses republicanos precavidos, ao fazerem o inventário da herança deixada pela Revolução, era de excluir a fase montanhesa e especialmente a robespierrista”. (GÉRARD, Alice. A Revolução Francesa.)
As fases que se tentava excluir da herança revolucionária foram assinaladas, EXCETO, pela
a) elevação de Napoleão Bonaparte ao poder, na forma de Primeiro Cônsul.
b) elaboração da Constituição do ano I (1793), que estabeleceu o sufrágio universal.
c) criação do Tribunal Revolucionário e instalação do período do Terror.
d) efetivação da reforma agrária, tomando as terras da nobreza e do clero.
4 - (FGV – 1997) O processo de afirmação da chamada Civilização Ocidental, do século XV ao XIX, está intimamente relacionada ao desenvolvimento do capitalismo e ao fortalecimento da classe burguesa. Sobre ele, é incorreto afirmar que:
a) a defesa dos direitos fundamentais do homem e da propriedade privada constituiu um dos princípios básicos do ideário burguês;
b) a Revolução Gloriosa da Inglaterra, em 1688, significou o primeiro momento histórico em que a burguesia passa a participar efetivamente do poder do Estado, através do Parlamento;
c) o ideário liberal ultrapassou o continente europeu e serviu de bandeira para o movimento de independência dos EUA;
d) a Revolução Francesa de 1789-1794 representou a ascensão burguesa ao poder, mas sob o predomínio de forças conservadoras responsáveis pela manutenção da Monarquia absoluta.
e) após 1815 verificou-se um recuo na expansão do liberalismo com o Congresso de Viena. No entanto, novas ondas liberalizantes invadiram a Europa após 1830 e 1848.
5 - (FGV – 1998) Uma das fases mais dramáticas da Revolução Francesa ficou conhecida como "O Terror", período em que o poder estava nas mãos dos jacobinos que dominavam a Convenção. Assinale o fato abaixo que ocorreu nesta fase:
a.) convocação dos Estados Gerais por Luís XVI;
b.) aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão;
c.) queda da Bastilha;
d.) abolição dos direitos feudais sobre os camponeses;
e.) os preços dos alimentos foram tabelados;
6 - (FUVEST – 1995) Do ponto de vista social, pode-se afirmar, sobre a Revolução Francesa, que
a) teve resultados efêmeros, pois foi iniciada, dirigida e apropriada por uma só classe social, a burguesia, única beneficiária da nova ordem.
b) fracassou, pois, apesar do terror e da violência, não conseguiu impedir o retorno das forças sócio-políticas do Antigo Regime.
c) nela coexistiram três revoluções sociais distintas: uma revolução burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados sans-culottes.
d) foi um fracasso, apesar do sucesso político, pois, ao garantir as pequenas propriedades aos camponeses, atrasou em mais de um século, o progresso econômico da França.
e) abortou, pois a nobreza sendo uma classe coesa, tanto do ponto de vista da riqueza, quanto do ponto de vista político, impediu que a burguesia a concluísse.
7 - (FUVEST – 2000) Há controvérsias entre historiadores sobre o caráter das duas grandes revoluções do mundo contemporâneo, a Francesa de 1789 e a Russa de 1917; no entanto, existe consenso sobre o fato de que ambas
a) fracassaram, uma vez que, depois de Napoleão, a França voltou ao feudalismo com os Bourbons e a União Soviética, depois de Gorbatchev, ao capitalismo.
b) geraram resultados diferentes as intenções revolucionárias, pois tanto a burguesia francesa quanto a russa eram contrárias a todo tipo de governo autoritário.
c) puseram em prática os ideais que as inspiraram, de liberdade e igualdade e de abolição das classes e do Estado.
d) efetivaram mudanças profundas que resultaram na superação do capitalismo na França e do feudalismo na Rússia.
e) foram marcos políticos e ideológicos inspirando, a primeira, as revoluções até 1917, e a segunda, os movimentos socialistas até a década de 1970.
8 - (MACKENZIE – 1999) Desde a abertura dos Estados Gerais em 1789, a roupa possui um significado político. Michelet descreveu a diferença entre a sociedade dos deputados do terceiro Estado, à frente da procissão de abertura, como uma massa de homens vestidos de negro com trajes modestos e o grupo refulgente dos deputados da nobreza com seus chapéus de plumas, suas rendas, seus paramentos de ouro. Segundo o inglês John Moore, uma grande simplicidade, e na verdade a avareza no vestuário era considerada prova de patriotismo.
Michelle Perrot Dentre os motivos da convocação da Assembléia a que se refere o texto, destacamos:
a) anular as medidas radicais de alcance social, implementadas por Robespierre.
b) o interesse do rei em abolir a desigualdade de impostos e confiscar os bens do clero.
c) a crise financeira e econômica que atravessava o Governo de Luís XVI.
d) estabelecer a transformação dos membros do clero em funcionários civis do estado.
e) abolir o feudalismo, estabelecendo as liberdades civis e o voto censitário.
9 - (LA SALLE – 1999) “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e “Paz, Pão e Terra”, foram lemas conhecidos de duas importantes revoluções. Estamos falando, respectivamente:
a) Da Revolução Industrial, responsável pela criação de um sistema fabril mecanizado com capacidade de produção em grandes quantidades, e da Revolução Francesa, responsável pelo fim do antigo regime e pela criação da política e da ideologia burguesa.
b) Da Revolução Francesa, responsável pelo fim do antigo regime e pela criação da política e da ideologia burguesa, e da Guerra civil americana entre os Estados do Norte e do Sul dos Estados Unidos.
c) Da guerra civil americana entre os Estados do Norte e do Sul dos Estados Unidos, e da Revolução Russa, responsável pela instauração de um regime socialista na Rússia.
d) Da Revolução Francesa, responsável pelo fim do antigo regime e pela criação da política e da ideologia burguesa, e da Revolução Russa, responsável pela instauração do regime socialista na Rússia.
e) Da Revolução Russa, responsável pela instauração do regime socialista na Rússia, e da guerra civil americana entre os Estados do Norte e do Sul dos Estados Unidos
10 - (PUC – MG – 1997) No século XVIII, os homens de princípios liberais que dirigem o processo revolucionário na França desejam, EXCETO:
a) destruir o absolutismo monárquico, instaurando um governo representativo e limitado.
b) abolir o direito à propriedade, assegurando o livre exercício da democracia popular.
c) romper os controles da política mercantilista, estabelecendo uma economia de livre mercado.
d) acabar com as ordens sociais privilegiadas, reconhecendo a igualdade civil dos homens.
e) opor-se ao domínio do religioso na cultura, fundando uma sociedade baseada na racionalidade.
11 - (PUC – MG – 1998) A Revolução Francesa é um tema da contemporaneidade, porque:
a) inaugura a sociedade capitalista.
b) fornece a base da atual prática política.
c) cria a atual divisão de classes sociais.
d) retira o poder da velha aristocracia.
e) denuncia o arcaísmo do regime monárquico.
12 - (PUC – MG – 1998) Tanto na Revolução Inglesa do século XVII, como na Francesa de 1789, os reis têm suas cabeças cortadas. No imaginário dessas revoluções burguesas, tal fato significa que:
a) a monarquia fere o espírito liberal.
b) a riqueza determina o controle do poder.
c) a morte do rei representa a libertação.
d) o povo deve escolher o seu governo.
e) o poder popular alcança sua plenitude.
13 - (PUC – MG – 1998) Refere-se aos princípios básicos da “Declaração dos Direitos do Homem e o Cidadão”, proclamada na França em 1789:
I. Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei.
II. Direito de resistência à opressão política e direito à propriedade individual.
III. Liberdade de pensamento e de opinião.
a) se apenas o item I estiver correto.
b) se apenas os itens I e II estiverem corretos.
c) se apenas os itens I e III estiverem corretos.
d) se apenas os itens II e III estiverem corretos.
e) se todos os itens estiverem corretos.
14 - (PUC – MG – 1998) Vários são os modelos de Revolução Burguesa, que ocorreram na Europa entre os séculos XVII e XIX, no entanto, elas têm como ponto comum:
a) a total ruptura dos padrões do Antigo Regime.
b) a intensa participação das camadas populares.
c) a instalação do regime republicano parlamentar.
d) o fim dos regimes monárquicos absolutistas.
e) o reconhecimento da igualdade social e civil.
15 - (PUC – MG – 1998) No Antigo Regime, a aristocracia francesa tinha como privilégios, EXCETO:
a) o monopólio das funções políticas mais importantes.
b) a isenção do pagamento de taxas e impostos.
c) o controle das atividades manufatureiras e comerciais.
d) a sujeição a leis e tribunais especiais e exclusivos.
e) a desobrigação frente a todo trabalho produtivo.
16 - (PUC – RJ – 1998) No que se refere às singularidades da sociedade francesa do chamado Antigo Regime, são corretas as afirmações abaixo, com EXCEÇÃO de:
a) Os membros da Igreja Católica, em especial, o alto clero, desfrutavam de cargos e posições sociais que os aproximavam, em importância, da nobreza de Corte.
b) As hierarquias sociais eram atenuadas pelas possibilidades de mobilidade vertical e horizontal, fundamentadas por valores de exaltação do mérito pessoal e do desempenho intelectual ou econômico.
c) o exercício da representatividade política baseava-se na organização estamental e viabilizava, na prática, a força decisória do primeiro e segundo estados dentro dos Estados Gerais.
d) A condição de nascimento era um dos critérios centrais para a determinação de identidades e influências, interferindo diretamente na manutenção dos privilégios da nobreza, bem como nas divisões internas a este grupo.
e) Na classificação jurídico-política, os grupos burgueses, com destaque para os comerciantes e financistas, compunham, a despeito de suas riquezas e propriedades juntamente com os camponeses e sans-cullotes, o chamado Terceiro Estado.
17 - (PUC – RS – 1999) Durante o período 1789-1792, foi estabelecida na França a Monarquia Constitucional. Entre os novos princípios estabelecidos pela Assembléia Nacional, encontram-se
1. A igualdade jurídica de todos os indivíduos e o direito de voto universal.
2. A liberdade completa da produção e circulação de bens e o direito à propriedade.
3. A separação entre a Igreja e o Estado e o direito à liberdade de crença e opinião.
4. O confisco das terras não-produtivas e o direito do proprietário de receber indenização do Estado.
5. O poder executivo confiado ao rei e o direito exclusivo do Estado na cobrança dos impostos.
A análise das afirmativas permite concluir que está correta a alternativa
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) II e V
18 - (UFF – 1996) “República? Monarquia? Eu não conheço senão a questão social”. A afirmação de Robespierre, dirigente máximo do processo revolucionário francês na fase da Convenção, ilumina a face popular da Revolução Francesa, especialmente o combate aos privilégios do Rei e da aristocracia. Assinale a opção que melhor caracteriza, historicamente, a investida revolucionária contra os privilégios do Antigo Regime, deflagrada na França entre fins do século XVIII e inícios do XIX:
a) Adotada pela Assembléia Constituinte francesa em agosto de 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão proclamou a igualdade de todos os franceses perante a lei, abolindo-se as distinções de nascimento, os privilégios aristocráticos e as desigualdades de fortuna.
b) Refletindo na América Hispânica, o ideal francês de igualdade social resultou na independência dos países latino-americanos e na imediata abolição dos regimes de trabalho servis até então vigentes.
c) Na América Portuguesa, a influência da Revolução Francesa se fez notar logo em 1789, com a Inconfidência Mineira, conjuração que aspirava fundar uma República nos moldes da Convenção francesa, cortando-se os laços com a metrópole e abolindo a escravidão.
d) A possessão francesa de Saint-Domingue, atual Haiti, foi cenário do radicalismo extremo a que chegou a onda revolucionária, não obstante a manutenção constitucional da escravidão e a instalação de um regime monárquico inspirado nos quilombos.
e) A fase mais radical do processo revolucionário francês deu-se na Convenção, entre 1793 e 1794, fase em que o Comitê de Salvação Pública ancorado na agitação dos sans-cullotes, ordenou a execução de vários membros da antiga nobreza e do próprio rei, Luís XVI.
19 - (UFF – 1998) Quanto à Revolução Francesa é correto afirmar que:
a) definiu-se como um movimento de intelectuais defensores de um modelo político baseado na centralização estatal;
b)juntamente com a Revolução Americana, contribuiu para os movimentos de independência da América Latina, após 1808;
c) no Brasil, influenciou positivamente as reformas pombalinas, na segunda metade do século XVIII;
d) não influiu sobre os termos e o vocabulário da política liberal e radical democrata na maior parte do mundo;
e) esgotada pelas divisões internas após a fase do Terror, não teve qualquer
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influência nos movimentos político-sociais posteriores.
20 - (UFMG – 1999) A maioria dos historiadores atribui à Revolução Francesa uma contribuição decisiva para a construção de novos valores políticos e sociais do mundo contemporâneo.
Esse entendimento está baseado
a) nas formulações políticas dos jacobinos, que permitiram a rápida implantação do sistema capitalista na Europa.
b) no simbolismo da Revolução, que representou o rompimento com o absolutismo e a ampliação da noção de cidadania.
c) na atuação dos girondinos, que defendiam a revolução como a única forma eficiente de ação política.
d) no revigoramento dos laços de solidariedade das corporações de ofício, que preparou terreno para a ação sindical dos trabalhadores.
21 - (UFPB – 1995) As revoluções e as reformas políticas européias nos séculos XVII e XVIII são significativas no contexto ocidental. Elas marcam a
a) transição de sociedades de castas para sociedades rigidamente hierarquizadas em padrões monetários.
b) dissolução do mundo burguês e desenvolvimento da cultura e sociedade modernas.
c) ruptura da tradição judaico-cristã e emergência das concepções protestantes da vida e das formas de produção.
d) transição de sociedades estamental-feudais para sociedades capitalistas e liberal-burguesas.
e) destruição das práticas mercantilistas e instauração da ordem capitalista-monopolista.
22 - (UFPB – 1998) A Revolução Francesa foi entrecortada por várias fases, que serviram de cenário para conflitos, sonhos e redefinições políticas. Com relação ao período da Convenção, é FALSO afirmar:
a) O governo decretou o aumento de impostos sobre os ricos.
b) O rei Luís XVI foi condenado e guilhotinado por traição e desvios de verbas para a Contra-Revolução.
c) A cidadania foi ampliada para todos os trabalhadores, inclusive com a abolição da escravidão nas colônias francesas.
d) O Terror teve início, atingindo os próprios membros da Convenção.
e) A Declaração dos Direitos do Homem foi assinada, atendendo às pressões do povo.
23 - (UFRJ – 1998) “Se o homem no estado da natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá mão da liberdade”.
(LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. In: Os Pensadores. Rio, Abril Cultural, 1987.).
a) Os anos de 1793/94, marcaram a ascensão dos Jacobinos ao poder e a consequente implantação do Terror. Em relação a este período pode-se afirmar que, além das leis do máximo, que estabeleciam um teto máximo para os preços, estavam em vigor:
b) Section de Sans-Culottes, que restringia o número de loja ou oficina para os comerciantes; igualdade de benefícios sociais; educação gratuita.
c) pão barato; igualdade nos benefícios sociais; aprovação da Constituição Civil do Clero.
d) Section de Sans-Culottes; que restringia o número de loja ou oficina para os comerciantes; igualdade de benefícios sociais; queda da Bastilha.
e) declaração de Plinitz; queda da Bastilha; Section de Sans-Cullotes, que restringia o número de loja ou oficina para os comerciantes. queda da Bastilha; convocação dos Estados Gerais.
24 - (UNIPAR – 2000) Com relação ao processo da Revolução Francesa e os seus desdobramentos, podemos afirmar corretamente:
a) A monarquia absoluta francesa nunca atingiu os níveis de intolerância e repressão encontrados na Inglaterra, daí o apoio maciço que recebeu dos nobres e dos burgueses no início da Revolução.
b) A decretação do fim dos privilégios feudais pelo rei Luís XVI foi o estopim para o início do processo revolucionário que uniu a nobreza ao restante da sociedade.
c) A Assembléia Constituinte revelou o caráter conservador da Revolução, pois manteve intocados os privilégios da Igreja Católica.
d) Robespierre foi o líder da Revolução que se destacou pelo equilíbrio de suas ações e pelas tentativas de pacificar o país internamente através de várias concessões aos nobres e burgueses.
e) A reação conservadora a partir de 1795 começou a consolidar o poder da grande burguesia francesa que buscou o apoio do Exército para estabilizar o país, culminando com a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder.
25 - (UPE – 2000) "As circunstâncias da Revolução levaram ao desaparecimento da literatura dos salões e das academias, mas esse vazio foi largamente compensado pelas produções da eloqüência das assembléias e dos clubes" (Gaspard, Claire. "Literatura e Poesia" in Vovelle, Michel. França Revolucionária. Editora Brasiliense, p.159). A afirmação acima mostra que a Revolução alterou aspectos importantes da vida francesa das últimas décadas do século XVIII, por isso não seria incorreto considerar que:
a) a burguesia conseguiu transformar a sociedade francesa, preservando sua hierarquia política devido a sua aliança com a aristocracia;
b) houve uma mobilização política que levou a uma queda de hábitos do passado, mantendo a força milenar da monarquia;
c) a burguesia conseguiu uma vitória que mexeu com a hierarquia política francesa, contando com o forte apoio dos camponeses e artesãos;
d) a monarquia francesa sofreu mudanças estruturais face à instalação imediata de um governo republicano com a queda da Bastilha;
e) a Revolução Francesa consagrou ideais da burguesia, defendidos pelos intelectuais iluministas, servindo de modelo para outros movimentos políticos da modernidade.
26 - (UFSCAR – 2000) As revoluções contra o poder absolutista dos reis atravessaram grande parte da história moderna da Europa. Houve, no entanto, diferenças entre as revoluções francesa e inglesa. Assinale a alternativa correta.
a) Na França, a oposição ao absolutismo implicou, ao contrário do que ocorreu na Inglaterra, o estabelecimento de um regime republicano, mesmo que passageiro.
b) A revolução inglesa, diferentemente da francesa, reivindicou os direitos do Parlamento contra o arbítrio real, expressos por documentos escritos que remontavam à Idade Média.
c) A revolução inglesa, ao contrário da francesa, contou com o apoio popular na luta contra os reis absolutistas, desvinculando-se de disputas entre facções religiosas.
d) A luta contra o absolutismo na França distinguiu-se do processo que se desenvolveu na Inglaterra pela violência e execução do monarca absolutista.
e) A revolução francesa removeu os obstáculos impostos à economia pelo antigo regime, industrializando o país no século XVIII; na Inglaterra, ao contrário, a revolução conteve o crescimento econômico.
27 - (UNIFOR – 1998) "(...) de maneira geral, essa fase pode ser apontada como o momento em que se consolidam as instituições burguesas na França e esta exerce uma crescente hegemonia na Europa."
Em relação à Revolução Francesa, o texto refere-se ao período
a) jacobino.
b) girondino.
c) montanhês.
d) napoleônico.
e) dantoniano.
28 - (UNIFOR – 1998)
I.“... intensificação da política econômica mercantilista, pela monarquia, com o objetivo de promover a concorrência dos produtos manufaturados nos mercados dominados pelos ingleses.”
II “... para essa camada social tratava-se de garantir seus direitos e se definir como classe social, numa sociedade onde, apesar de sustentar o Estado e ser a classe econômica dominante, sua posição de prestígio político e jurídico era extremamente limitada em função dos privilégios das outras duas classes.”
III “... para ela era necessário destruir os obstáculos ao crescimento e à modernização do país, como por exemplo, o absolutismo (...) e o mercantilismo caracterizado pelo controle da economia pelo Estado.”
IV.“... a massa camponesa (...) pretendia alterar as relações de trabalho e acabar com os resquícios do feudalismo...”
V.“... foi uma revolução essencialmente social, pelas transformações que provocou nas diferentes sociedades no mundo Ocidental e Oriental...”
Os itens que podem ser associados à Revolução Francesa estão reunidos SOMENTE em
a) I e IV
b) I e V
c) II e V
d) II, III e IV
e) I, III e V
29 - (UNIFOR – 2000) Entre as datas que marcaram a Revolução Francesa de 1789, uma das mais significativas é a de 26 de gosto, data da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, pois esta Declaração representa
a) a defesa do regime constitucional como forma de garantir governos baseados no despotismo esclarecido, isto é, que defendem a liberdade de culto, de imprensa e o sistema de representação política.
b) a introdução dos ideais de coletivização da propriedade e dos meios de produção no Ocidente como forma de reduzir as desigualdades sociais.
c) o marco simbólico maior dos princípios da cultura sócio-política moderna no Ocidente, isto é, o Direito e a Cidadania como origem e resultados da república e da democracia.
d) o controle do Estado sobre a economia, com o objetivo de harmonizar os interesses individuais e coletivos, gerando progresso social.
e) a desestruturação dos princípios oriundos das Revoluções Liberais, centrados na liberdade, fraternidade e igualdade entre os cidadãos.
30 - (FAE – SP - 1997) Sobre a grande Revolução de 1789, na França, podemos concluir que:
a) foi uma revolução do 3° Estado Francês.
b) foi uma revolução essencialmente burguesa.
c) foi uma revolução do 1° Estado na França.
d) foi uma revolução do 2° Estado na França.
31 - (FAE – SP - 1998) - "Na madrugada de 14 de julho de 1789, uma terça-feira, milhares de populares (talvez cinqüenta mil) invadiram o Arsenal dos Inválidos procurando armas para enfrentar os soldados que, acreditavam, o rei Luís XVI estava mandando de Versalhes [...] A multidão se apoderou de quarenta mil fuzis e doze canhões. Mas e a pólvora para eles? Estava na formidável fortaleza da Bastilha, transformada em depósito e prisão. Para lá correram todos, em busca de munição"[superinteressante Especial, 1989]. A citação acima refere-se ao fato histórico conhecido como
a) Revolução Francesa.
b) Revolução Industrial.
c) Revolução Farroupilha.
d) Revolução dos Inválidos.
32. (FGV) Um dos episódios históricos de maior relevância para a humanidade foi a Revolução Francesa. Sobre ela pode-se afirmar que:
a) A denominada fase do Terror ocorreu sob a liderança de expressivos membros do Primeiro Estado, principalmente dos grupos extremistas girondinos.
b) Marat, Danton e Montesquieu, liderando a ala dos jacobinos , organizaram o golpe de Estado de Napoleão Bonaparte.
c) Foi amplamente influenciada pela idéias de Rousseau, que pressupõem que os seres humanos nascem livres e iguais, e que a comunidade pode destituir os governantes que se negam a executar a vontade geral.
d) Adotou a forma tripartite de governo concebida como Reação Termidoriana.
e) Teve no 18 Brumário um de seus eventos mais importantes, com a queda da 8astilha e o fim da era vitoriana.
33. (UNICAMP) O período da Revolução Francesa pode ser considerado como encerrado em 1799 com.
a) A Reação Termidoriana e a execução dos radicais como Marat.
b) O 18 Brumário, golpe de Estado de Napoleão Bonaparte.
c) A constituição do Ano III e o reconhecimento da vitória da burguesia.
d) A estruturação da Junta de Salvação Pública e o fim do Regime de Terror.
e) A eleição de uma Convenção Nacional e a divulgação da Declaração dos Direitos do Homem.
34. (PUC-SP) A Declaração dos Direitos do Homem era, principalmente.
a) Um documento político-burguês que garantia para o povo francês igualdade perante a lei.
b) Um vasto programa de reformas políticas com bases totalmente democráticas.
c) O primeiro documento que garantia os direitos sociais aos trabalhadores.
d) O reflexo do pensamento absolutista e suas restrições à liberdade e direitos políticos no século XVIII.
e) Uma reivindicação do povo, dirigida às autoridades.
35. (UFMG) “A Assembléia Nacional, desejando estabelecer a Constituição francesa sobre a base dos princípios que ela acaba de reconhecer e declarar, abole irrevogavelmente as instituições que ferem a liberdade e a igualdade dos direitos. Não há mais nobreza, nem pariato, nem distinções hereditárias, nem distinções de ordens, nem regime feudal... Não existe mais, para qualquer parte da Nação, nem para qualquer indivíduo, privilégio algum, nem exceção ao direito comum de todos os franceses...”
O texto anterior, preâmbulo da Constituição francesa de 1791, caracteriza com nitidez a obra da Revolução Francesa em sua primeira fase, sendo, a esse respeito, possível afirmar com EXCEÇÃO de.
a) Nesta etapa, a Revolução Francesa caracteriza-se pela abolição de todas as sobrevivências feudais.
b) Sob a liderança da burguesia, a Revolução afirma os princípios da igualdade e da liberdade de todos os cidadãos.
c) A burguesia, embora abolindo as instituições feudais, buscou preservar tudo aquilo que se originasse do direito de propriedade.
d) A forma política adotada em 1791 foi a da monarquia constitucional, mais ou menos inspirada no modelo inglês.
e) A fim de garantir os direitos individuais, foram mantidas as corporações e guildas mercantis ou artesanais há muito existentes.
36. (FUVEST) No processo da Revolução Francesa, o golpe do 18 Brumário que levou Napoleão Bonaparte ao poder, implicou:
a) A Consolidação do Poder da burguesia.
b) A Convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
c) A Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem.
d) A Instituição do Período do Terror.
e) A Composição política entre girondinos e jacobinos.
37. (UNESP) A Revolução Francesa é um fenômeno histórico muito complexo. Os historiadores não foram capazes de uma apreciação serena dos bons e maus frutos dela oriundos, tal a violência das paixões políticas, econômicas, sociais e religiosas que desencadeou na Europa do Século XIX. Ela inicia o século dos movimentos revolucionários que atingem a quase totalidade dos países europeus e do Novo Mundo. Estas revoluções constituem o triunfo das democracias européias e americanas. Os significados político, social, econômico e cultural da Revolução Francesa são marcados pelas afirmativas a seguir, exceto:
a) Foi no período denominado Diretório, que a burguesia financeira dominou o cenário político, afastando do poder os remanescentes do jacobinismo.
b) A Revolução Francesa foi um movimento eminentemente cultural, assemelhando-se em muito ao Renascimento e ao iluminismo.
c) O principal dos aspectos sociais foi o estabelecimento da igualdade, acabando com os privilégios no plano legal.
d) O ano de 1789, início da Revolução, abriu caminho para o liberalismo.
e) O período do consulado, dominado por Napoleão, consolidou as conquistas burguesas tanto no plano econômico como no político.
38. (UNESP) A Revolução Francesa é um fenômeno histórico muito complexo. Os historiadores não foram capazes de uma apreciação serena dos bons e maus frutos oriundos, tal a violência das paixões políticas, econômicas, sociais e religiosas que desencadeou na Europa do século XIX. Ela inicia o século dos movimentos revolucionários que atingem a quase totalidade dos países europeus e do Novo Mundo. Estas revoluções constituem o triunfo das democracias européias e americanas. Os significados político, social, econômico e cultural da Revolução Francesa são marcados pelas afirmativas a seguir, exceto:
a) Foi no período revolucionário denominado “Diretório” que foram executados o rei e a rainha, é instaurada em França uma ditadura policial que esteve a frente de toda a época conhecida por “Terror”.
b) A Revolução Francesa foi, antes de mais nada, um movimento político.
c) O principal dos aspectos sociais foi o estabelecimento legal da “igualdade”, acabando com os privilégios de classe, ou corporativos, fundamentados principalmente nas diferenças de nascimento.
d) O ano de 1789, início da Revolução Francesa, abriu caminho ao liberalismo econômico.
e) Foi durante a Convenção Nacional que se fez a grande obra cultural da Revolução continuada depois no Império.
39. (UFPE) E o estudo que nos permite compreender o presente. Veja, por exemplo, a origem dos termos “ESQUERDA” e “DIREITA” - hoje tidos como superados. Nas reuniões da Assembléia Legislativa francesa, eleita em 1791, os deputados conservadores sentavam-se à direita; à esquerda, ficavam os favoráveis às transformações.
Sabendo disso, escolha a alternativa correta.
a) Os monarquistas sentavam-se à esquerda.
b) Os republicanos sentavam-se à direita.
c) Os girondinos sentavam-se à direita.
d) Os jacobinos sentavam-se à esquerda.
e) Os democratas sentavam-se à direita.
40. (UFPE) A Revolução Francesa é um marco na história da humanidade por ter produzido rupturas com o Antigo Regime. Qual das alternativas apresenta as mais importantes?
a) O assassinato do médico Marat, editor do jornal Amigo do Povo, por Charlotte Corday, provocou a radicalização entre os jacobinos.
b) A participação das mulheres na queda da Bastilha e o surgimento do grupo radical dos Girondinos.
c) O fim da servidão e dos privilégios feudais, a declaração dos direitos do homem e do cidadão, e confisco dos bens do clero, a reforma do Exército e da Justiça.
d) O fim da escravidão, a declaração dos direitos do homem, o código de Napoleão com reforma judiciária que confiscou as terras da aristocracia.
e) A secularização do clero, a República Jacobina, o comitê de Salvação Pública que condenou à morte os próprios líderes da Revolução.
41. (UERJ) A luta pela liberdade na Revolução Francesa de 1789 possibilitou a conquista de direitos essenciais que até hoje formam alguns dos pilares do mundo contemporâneo.
Entre esses direitos assegurados na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, podem-se destacar:
a) liberdade, propriedade e resistência à opressão, como direitos naturais do homem.
b) soberania, igualdade civil e autoridade, como direitos inerentes aos corpos privilegiados da sociedade.
c) distinção de nascimento, privilégio fiscal e hereditariedade do poder, como direitos sagrados do cidadão.
d) insurreição para o povo, direito à cidadania e igualdade social, como os mais elevados dos direitos do homem.
42. (PUC-CAMP) A Constituição de 1791, na medida em que estabeleceu a liberdade de comércio, confirmou o direito à propriedade privada e adotou o voto censitário, apontou para o fato de que a Revolução Francesa representou:
a) a vitória da burguesia no sentido de ocupar o poder e organizar o Estado de modo a favorecer seus interesses, afastando o povo das decisões políticas.
b) a canalização de todo o potencial e energia revolucionária das massas na defesa de um Estado democrático, participativo e de direito.
c) o estabelecimento dos princípios de igualdade civil e social consubstanciadas na função mediadora representada pelo Estado.
d) a conciliação dos interesses das diferentes classes, ao estabelecer o direito à liberdade para todas as camadas sociais.
e) o fracasso dos ideais filosóficos do liberalismo, ao valorizar o sistema da universalização do voto.
43. (VUNESP) “Como terror entende-se (...) um tipo de regime particular, ou melhor, o instrumento de emergência a que um Governo recorre para manter-se no poder.”
(N. Bobbio, Dicionário de política.)
O mencionado “instrumento de emergência” - o “terror” - foi aplicado em sua forma típica, na Revolução Francesa,
a) durante a reação aristocrática de 1787-1788.
b) por Napoleão Bonaparte, na fase do Diretório.
c) no período da ditadura do Comitê de Salvação Pública.
d) Pelos girondinos contra os bonapartistas
e) Por Luís XVI contra os camponeses da Vandéia.
GABARITO:
1 – A / 2 – C / 3 – A / 4 – D / 5 – E / 6 – C / 7 – E / 8 – C / 9 – D / 10 – B / 11 – B / 12 – C / 13 – E / 14 – D / 15 – C / 16 – B / 17 – C / 18 – E / 19 – B / 20 – B / 21 – D / 22 – E / 23 – B / 24 – E / 25 – D / 25 – D / 26 – A / 27 – D / 28 – D / 29 – A / 30 – B / 31 – A / 32 – C / 33 – B / 34 – A / 35 – E / 36 – A / 37 – B / 38 –A / 39 – D / 40 – C / 41 – A / 42 – A / 43 – C

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

República Velha(1889 a 1930):Esquema da Aula

Esquema da Aula:
República Velha(1889 a 1930)
- Início: golpe dos militares em 15/novembro/1889
Pode ser dividida em:
A) República da Espada: dois primeiros presidentes eram militares (Deodoro e Floriano)
B) República Oligárquica: presidentes cafeicultores (revezamento de paulistas e mineiros)
– Cidades: modernização, luz elétrica, capital inglês, crescimento da burguesia, miséria, criminalidade, crescimento do proletariado (imigrantes e brasileiros pobres) vivendo em cortiços. Repressão à cultura negra.
– Campo: estático, pobreza, latifúndio, coronelismo, clientelismo, nepotismo.

A) REPÚBLICA DA ESPADA (militares) – 1889 a 1894
1. Governo Deodoro: Constituição de 1891, Encilhamento (causou inflação e dívida externa). Revolta da Armada, Revolta Federalista no RS. Renúncia de Deodoro.
2. Governo Floriano Peixoto: Vice assumiu, colocou "ordem na casa" reprimindo as revoltas e controlando a economia (tabelamento dos preços). Passou o poder aos cafeicultores.

B) REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (cafeicultores) - 1894 a 1930
Início com Prudente de Morais
Características:
- Política dos governadores
- Política Café com Leite;
- Política de valorização do café (Convênio de Taubaté)
- Lucros do café: investimento na industrialização
- Venda do café: aliança com EUA (auxílio médico na I Guerra Mundial)
- Eleições fraudadas, voto aberto e voto de cabresto
- Revoltas populares (movimentos sociais) no campo e na cidade:

Capítulo 4 – Tensões Sociais na República Velha
Movimentos Sociais no Campo:
1. Cangaço
2. Padre Cícero
3. Canudos
4. Contestado

Movimentos Sociais na Cidade:
5. Contra a Reurbanização do Rio de Janeiro
6. Revolta da Vacina
7. Revolta da Chibata

Capítulo 6 – Fim da República Velha
- Reações contra a República Velha:
. Greve Geral de 1917
. Fundação do PCB em 1922
. Modernismo (Semana de Arte Moderna em 1922)
. Tenentismo – coluna Prestes
. Organização do Movimento Operário
- Crise do café (superprodução)
- Crise de 29 agrava a situação
- Crise política e surgimento da Aliança Liberal
Fim da República Velha: não conseguia corresponder às mudanças, à insatisfação popular, e à necessidade de controlar os trabalhadores.
Ruptura: Revolução de 30 ("Façamos a Revolução antes que o povo a faça") e início da Era Vargas.

República Velha (1889 - 1930)
         A primeira fase do período republicano é subdividida em dois período: República da Espada e República da Oligarquias. Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e houve deu um significativo desenvolvimento industrial. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro.

A República da Espada ( 1889 a 1894 )
Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco anos iniciais, o Brasil foi governado por militares. Deodoro da Fonseca, tornou-se Chefe do Governo Provisório. Em 1891, renunciou e quem assumiu foi o vice-presidente: Floriano Peixoto. O militar Floriano, em seu governo, intensificou a repressão aos que ainda davam apoio à monarquia. República da Espada, foi governada por dois militares, os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Durante essa época de transição do regime monárquico para o republicano, foram comuns os levantes populares e a repressão a focos de resistência monárquica. O governo de Deodoro da Fonseca foi marcado por greves e pela Primeira Revolta da Armada. Floriano Peixoto, ao assumir a presidência, conquistou a confiança da população e consolidou a República.
         Durante a República da Espada, as oligarquias agrárias formaram a base governamental. O poder dos militares sucumbiu à força política dos barões do café de São Paulo e aos pecuaristas de Minas Gerais. Com a instituição de eleições diretas, os cafeicultores paulistas conseguiram eleger Prudente de Morais. Seu governo iniciou a política do café com leite (divisão do poder entre paulistas e mineiros), que norteou a segunda fase da República Velha, conhecido como República Oligárquica (1894-1930).
República das Oligarquias
O período que vai de 1894 a 1930 foi marcado pelo governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário. Estes políticos saiam dos seguintes partidos: Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o apoio da elite agrária do país.
Dominando o poder, estes presidentes definiram políticas que beneficiaram o setor agrário do país, principalmente, os fazendeiros de café do oeste paulista.
Política do Café-com-Leite
A maioria dos presidentes desta época eram políticos de Minas Gerais e São Paulo. Estes dois estados eram os mais ricos da nação e, por isso, dominavam o cenário político da República. Saídos das elites mineiras e paulistas, os presidentes acabavam favorecendo sempre o setor agrícola, principalmente do café (paulista) e do leite (mineiro). A política do café-com-leite sofreu duras críticas de empresários ligados à indústria, que estava em expansão neste período.
Se por um lado a política do café-com-leite privilegiou e favoreceu o crescimento da agricultura e da pecuária na região Sudeste, por outro, acabou provocando um abandono das outras regiões do país. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganharam pouca atenção destes políticos e tiveram seus problemas sociais agravados.
Entre 1889 e 1930, período da Primeira República o país adotou uma constituição liberal que garantia a liberdade política, econômica e religiosa do cidadão. O poder permaneceu com os grandes proprietários com a adesão de antigos monarquistas ao sistema republicano de governo. Apesar do liberalismo defendido pelas elites brasileiras, o Estado intervinha protegendo o setor exportador, principalmente os cafeicultores, quando o valor das exportações desvalorizava. Durante esse período a população continuava sem amparo e seu direito à cidadania resume em comparecer as urnas e votar nos candidatos indicados pelas famílias poderosas. Nesse período, a indústria brasileira iniciou seus primeiros passos, sendo contudo considerada por muitos desnecessária ao país e até perigosa, ao criar um operariado.

A Constituição de 1891 ( Primeira Constituição Republicana )
Após o início da República havia a necessidade da elaboração de uma nova Constituição, pois a antiga ainda seguia os ideais da monarquia. A constituição de 1891, garantiu alguns avanços políticos, embora apresentasse algumas limitações, pois representava os interesses das elites agrárias do pais. A nova constituição implantou o voto universal para os cidadãos ( mulheres, analfabetos, militares de baixa patente ficavam de fora ). A constituição instituiu o presidencialismo e o voto aberto.
A República Velha foi marcada também pelo enfraquecimento do Poder Legislativo. Eleito pelo Congresso Nacional (indiretamente), Deodoro passou a enfrentar a oposição do Congresso e da população devido à crise econômica.
Entre agosto e novembro de 1891, o Congresso tentou aprovar a Lei de Responsabilidades, que reduzia os poderes do presidente, mas Deodoro contra-atacou e decretou a dissolução do Congresso em 3 de novembro de 1891. Na mesma data, lançou um "manifesto à Nação" para explicar os motivos do seu ato. Tropas militares cercaram os prédios do Legislativo e prenderam líderes oposicionistas.
Deodoro decretou estado de sítio (suspensão dos direitos civis) e oficializou a censura à imprensa. Ao assumir, em 23 de novembro de 1891, Floriano Peixoto anulou o decreto de dissolução do Congresso e suspendeu o estado de sítio. A Igreja foi desvinculada do Estado e estabeleceram-se eleições diretas para os cargos públicos como presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais etc.

Política dos Governadores.
Instituída no governo de Prudente de Morais, foi a principal marca do período. Por meio desse arranjo político, o poder federal passou a apoiar os candidatos dos governadores estaduais (elites regionais). Em troca, os governadores davam apoio ao governo federal, a fim de garantir a eleição de candidatos para o Senado e para a Câmara dos Deputados. Esta política visava manter no poder as oligarquias. Em suma, era uma troca de favores políticos entre governadores e presidente. O presidente apoiava os candidatos dos partidos governistas nos estados, enquanto estes políticos davam suporte a candidatura presidencial e também durante a época do governo
Economia e política
No campo da economia, foi um período de modernização, com o surto de industrialização impulsionado pela Primeira Guerra Mundial. Entretanto, o eixo da economia continuou a ser o café até a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.
Ocorreram movimentos como a Guerra dos Canudos, a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata, a Guerra do Contestado, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, o Movimento Tenentista e finalmente a Revolução de 1930, que marcou o fim da República Velha. Aconteceram também as primeiras greves e o crescimento de movimentos anarquistas e comunistas nos grandes centros urbanos.
O coronelismo
A figura do "coronel" era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de cabresto, onde o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo de violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, para que votasse nos candidatos indicados. O coronel também utilizava outros "recursos" para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos, eleitores fantasmas, trocam de favores, fraudes eleitorais e violência.
O Convênio de Taubaté
Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo republicano para beneficiar os cafeicultores em momentos de crise. Quando o preço do café abaixava muito, o governo federal comprava o excedente de café e estocava. Esperava-se a alta do preço do café e então os estoques eram liberados. Esta política mantinha o preço do café, principal produto de exportação, sempre em alta e garantia os lucros dos fazendeiros de café.
A crise da República Velha e o Golpe de 1930
Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de assumir um político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo com o café-com-leite. Descontente, o PRM se junta com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.
Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando descontes os políticos da Aliança Liberal, que alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da Era Vargas.
Galeria dos Presidente da República Velha :
Marechal Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891), Marechal Floriano Peixoto (23/11/1891 a 15/11/1894), Prudente Moraes (15/11/1894 a 15/11/1898), Campos Salles (15/11/1898 a 15/11/1902) , Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906), Affonso Penna (15/11/1906 a 14/06/1909), Nilo Peçanha
(14/06/1909 a 15/11/1910), Marechal Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914), Wenceslau Bráz (15/11/1914 a 15/11/1918), Delfim Moreira da Costa Ribeiro (15/11/1918 a 27/07/1919), Epitácio Pessoa (28/07/1919 a 15/11/1922),
Artur Bernardes (15/11/1922 a 15/11/1926), Washington Luiz (15/11/1926 a 24/10/1930).

Ciclo da borracha
Outra característica da República Velha foi a valorização da borracha, no final do século XIX, alimentada pelo aquecimento da indústria automobilística dos Estados Unidos. O interesse norte-americano pela borracha levou o Brasil a comprar o território que hoje corresponde ao estado do Acre, então pertencente à Bolívia. A negociação foi conduzida pelo barão de Rio Branco. O Brasil pagou um milhão de dólares à Bolívia e construiu a estrada de ferro Madeira-Mamoré, que facilitaria o escoamento da borracha e de produtos da Bolívia (país sem saída para o mar).
O ciclo da borracha trouxe progresso à região amazônica, especialmente a Belém e Manaus. A borracha chegou a ocupar o segundo posto de nossas exportações, perdendo apenas para o café. Com o aumento da importância da borracha no cenário internacional, os ingleses apanharam sementes de seringueira no Brasil e fizeram plantações na Malásia. Com o passar do tempo, a produção da Malásia superou a brasileira.Fonte: www.camara.gov.br

Guerra do Contestado

Introdução
A Guerra do Contestado foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre outubro de 1912 e agosto de 1916. O conflito envolveu cerca de 20 mil camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou o nome de Guerra do Contestado, pois os conflitos ocorrem numa área de disputa territorial entre os estados doParana e Santa Catarina
Causas da Guerra
A estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul estava sendo construída por uma empresa norte-americana, com apoio dos coronéis (grandes proprietários rurais com força política) da região e do governo. Para a construção da estrada de ferro, milhares de família de camponeses perderam suas terras. Este fato, gerou muito desemprego entre os camponeses da região, que ficaram sem terras para trabalhar.
Outro motivo da revolta foi a compra de uma grande área da região por de um grupo de pessoas ligadas à empresa construtora da estrada de ferro. Esta propriedade foi adquirida para o estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada para a exportação. Com isso, muitas famílias foram expulsas de suas terras.
O clima ficou mais tenso quando a estrada de ferro ficou pronta. Muitos trabalhadores que atuaram em sua construção tinham sido trazidos de diversas partes do Brasil e ficaram desempregados com o fim da obra. Eles permaneceram na região sem qualquer apoio por parte da empresa norte-americana ou do governo.
Participação do monge José Maria
Nesta época, as regiões mais pobres do Brasil eram terreno fértil para o aparecimento de lideranças religiosas de caráter messiânico. Na área do Contestado não foi diferente, pois, diante da crise e insatisfação popular, ganhou força a figura do beato José Maria. Este pregava a criação de um mundo novo, regido pelas leis de Deus, onde todos viveriam em paz, com prosperidade justiça e terras para trabalhar. José Maria conseguiu reunir milhares de seguidores, principalmente de camponeses sem terras.
Os conflitos
Os coronéis da região e os governos (federal e estadual) começaram a ficar preocupados com a liderança de José Maria e sua capacidade de atrair os camponeses. O governo passou a acusar o beato de ser um inimigo da República, que tinha como objetivo desestruturar o governo e a ordem da região. Com isso, policiais e soldados do exército foram enviados para o local, com o objetivo de desarticular o movimento.
Os soldados e policiais começaram a perseguir o beato e seus seguidores. Armados de espingardas de caça, facões e enxadas, os camponeses resistiram e enfrentaram as forças oficiais que estavam bem armadas. Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 mil rebeldes, na maioria camponeses, morreram. As baixas do lado das tropas oficiais foram bem menores.
O fim da Guerra 
A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão.
Conclusão
A Guerra do Contestado mostra a forma com que os políticos e os governos tratavam as questões sociais no início da Republica. Os interesses financeiros de grandes empresas e proprietários rurais ficavam sempre acima das necessidades da população mais pobre. Não havia espaço para a tentativa de solucionar os conflitos com negociação. Quando havia organização daqueles que eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os movimentos com repressão e força militar.

Guerra de Canudos

  Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico)
- Fome – desemprego e baixíssimo rendimento das famílias deixavam muitos sem ter o que comer;
- Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.
- Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes;
- Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.
- Desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia.
- Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor.
Dados da Guerra de Canudos:
- Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.
- Local: interior do sertão da Bahia
- Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal.
Causas da Guerra:
O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.
Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirma ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.
Os conflitos militares
Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de setembro de 1897.
Significado do conflito
A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região.

O Cangaço
Introdução 
Entre o final do século XIX e começo do XX (início da republica, surgiu, no nordeste brasileiro, grupos de homens armados conhecidos como cangaceiros. Estes grupos apareceram em função, principalmente, das péssimas condições sociais da região nordestina. O latifúndio, que concentrava terra e renda nas mãos dos fazendeiros, deixava as margens da sociedade a maioria da população. 
Entendendo o cangaço
Portanto, podemos entender o cangaço como um fenômeno social, caracterizado por atitudes violentas por parte dos cangaceiros. Estes, que andavam em bandos armados, espalhavam o medo pelo sertão nordestino. Promoviam saques a fazendas, atacavam comboios e chegavam a seqüestrar fazendeiros para obtenção de resgates. Aqueles que respeitavam e acatavam as ordens dos cangaceiros não sofriam, pelo contrário, eram muitas vezes ajudados. Esta atitude, fez com que os cangaceiros fossem respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época.
Os cangaceiros não moravam em locais fixos. Possuíam uma vida nômade, ou seja, viviam em movimento, indo de uma cidade para outra. Ao chegarem nas cidades pediam recursos e ajuda aos moradores locais. Aos que se recusavam a ajudar o bando, sobrava a violência.
Como não seguiam as leis estabelecidas pelo governo, eram perseguidos constantemente pelos policiais. Usavam roupas e chapéus de couro para protegerem os corpos, durante as fugas, da vegetação cheia de espinhos da caatinga. Além desse recurso da vestimenta, usavam todos os conhecimentos que possuíam sobre o território nordestino (fontes de água, ervas, tipos de soloe vegetação) para fugirem ou obterem esconderijos.
Existiram diversos bandos de cangaceiros. Porém, o mais conhecido e temido da época foi o comandado por Lampião (Virgulino Ferreira da Silva), também conhecido pelo apelido de “Rei do Cangaço”. O bando de Lampião atuou pelo sertão nordestino durante as décadas de 1920 e 1930. Morreu numa emboscada armada por uma volante, junto com a mulher Maria Bonita e outros cangaceiros, em 29 de julho de 1938. Tiveram suas cabeças decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria assustar e desestimular esta prática na região.
Depois do fim do bando de Lampião, os outros grupos de cangaceiros, já enfraquecidos, foram se desarticulando até terminarem de vez ,no final da década de 1930.
 Revolta da Vacina
Introdução 
O início do período republicado da História do Brasil foi marcado por vários conflitos e revoltas populares. O Rio de Janeiro não escapou desta situação. No ano de 1904, estourou um movimento de caráter popular na cidade do Rio de Janeiro. O motivo que desencadeou a revolta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola. 
Situação do Rio de Janeiro no início do século XX 
A situação do Rio de Janeiro, no início do século XX, era precária. A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento basico Este fato desencadeava constantes epidemias, entre elas, febre amarela e varíola. A população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a principal vítima deste contexto.
Preocupado com esta situação, o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. O medico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.
Campanha de Vacinação Obrigatória 
A campanha de vacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos.
Revolta popular 
A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
As manifestações populares e conflitos espalham-se pelas ruas da capital brasileira. Populares destroem bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade. Em 16 de novembro de 1904, o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação obrigatória, colocando nas ruas o exército, a marinha e a polícia para acabar com os tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a ordem.

Revolta da Chibata

Introdução 
A Revolta da Chibata foi um importante movimento social ocorrido, no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Começou no dia 22 de novembro de 1910.  
Neste período, os marinheiros brasileiros eram punidos com castigos físicos. As faltas graves eram punidas com 25 chibatadas (chicotadas). Esta situação gerou uma intensa revolta entre os marinheiros.
Causas da revolta 
O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.
O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.
Reivindicações
O líder da revolta, João Cândido (conhecido como o Almirante Negro), redigiu a carta reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade doRio de Janeiro (então capital do Brasil).
Segunda revolta 
Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos revoltosos. Porém, após os marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.
O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.
Conclusão: podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da Republica Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares.



sábado, 21 de abril de 2012

Inconfidência Mineira: 21 de abril

Inconfidência Mineira – libertação do Brasil contra o reino de Portugal Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes, nasceu na Fazenda do Pombal, entre São José (hoje Tiradentes) e São João Del Rei em Minas Gerais, no ano de 1746, tornou-se o mártir da Inconfidência Mineira. Tiradentes ficou órfão de mãe aos nove anos de idade, perdeu o pai aos onze anos, e foi criado pelo padrinho na cidade de Vila Rica, hoje conhecida como Ouro Preto. O apelido de Tiradentes veio da profissão de dentista que exercera com muita responsabilidade, mas o ofício que mais lhe promoveu foi o de soldado, integrante do movimento da Inconfidência Mineira - que o levou à morte em praça pública, por enforcamento e esquartejamento. A Inconfidência Mineira foi um abalo causado pela busca da libertação do Brasil diante da monarquia portuguesa, ocorrendo por longos anos, no final do século XVIII. Na cidade de Vila Rica e nas proximidades da mesma eram extraídos ouro e pedras preciosas. Os portugueses se apossavam dessas matérias-primas e as comercializavam pelos países europeus, fazendo fortuna à custa das riquezas de nosso país, ou seja, o Brasil era grandemente explorado por essa nação. O reinado de Portugal no Brasil cobrava impostos caríssimos (o quinto) e a população decidiu se libertar das imposições advindas do governo português. A sociedade mineira contrabandeava ouro e diamante, além de atrasar o pagamento dos impostos. Com o fortalecimento das ideias contra os portugueses, aconteceu a Inconfidência Mineira, tendo como principais objetivos: buscar a autonomia da província; conseguir um governo republicano com mandato de Tomás Antônio Gonzaga; tornar São João Del Rei a capital; conseguir a libertação dos escravos nascidos no Brasil; dar início à implantação da primeira universidade da região; dentre outros. Durante o movimento, as notícias de que os inconfidentes tentariam derrubar o governo de Portugal chegaram aos ouvidos do imperador, que decretou a prisão deles. Tiradentes, para defender seus amigos, assumiu toda a responsabilidade pelo movimento e foi condenado à morte. O governo fez questão de mostrar em praça pública o sofrimento de Tiradentes, a fim de inibir a população de fazer manifestos que apresentassem ideologias diferentes. Em 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu o trajeto, chegando à cadeia pública da região, foi enforcado após a leitura de sua sentença condenatória. Ainda hoje podemos ver o museu da Inconfidência Mineira, que está localizado na Praça Tiradentes, na cidade de Ouro Preto, local onde é preservada a memória desse acontecimento tão importante da história do Brasil, com o ciclo do ouro e as obras de arte de Aleijadinho. Por Jussara de Barros