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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Brasil colônia: Simulado

01. "No sigilo das grossas portas fechadas nascia o ideário de liberdade dos inconfidentes - utopia prudente de poetas e do clero que trouxeram Virgílio para a colônia, ousaram saltar as fronteiras do isolacionismo cultural e político e criaram uma atmosfera carregada de pontos em suspensão, a reproduzir a vitória na derrota, a sobrevivência na morte, a tradição na ruptura."
(Maria Arminda do Nascimento Arruda, A mitologia da mineiridade, Editora Brasiliense, São Paulo)
A Inconfidência Mineira, segundo a própria autora, revela a antinomia entre liberdade e ponderação presente no primeiro movimento emancipacionista ocorrido no Brasil Colônia. Sobre a Inconfidência de 1789, responda:
a) Quais suas principais características?
b) Em que quadro histórico e ideológico ela deve ser inserida?


02. (FATEC) A Conjura Baiana de 1798, conhecida também por Revolução dos Alfaiates, foi a mais popular rebelião do período colonial, entre outros motivos, por propor:
a) a emancipação de Portugal, a instauração de uma Monarquia Constitucional e a manutenção do pacto colonial;
b) a emancipação de Portugal, a instauração de uma Monarquia Constitucional, a continuidade da escravidão e a liberdade de comércio;
c) a emancipação de Portugal, a instauração de uma República, a continuidade da escravidão e a manutenção das restrições ao comércio;
d) a emancipação de Portugal, a instauração de uma República, o fim da escravidão e a liberdade de comérci
e) a emancipação de Portugal, a manutenção do Pacto Colonial, o fim da escravidão e a formação de um exército luso-brasileiro.

03. (UCSAL) A Independência dos Estados Unidos, em 1776:
a) foi uma Revolução política e, sobretudo, social, pois marcou a libertação dos negros;
b) favoreceu os índios e as mulheres que passaram a desfrutar, na prática, dos mesmos direitos que os proprietários burgueses;
c) foi resultado de um longo processo impulsionado pelo agrarismo e pelo escravismo;
d) significou a liberdade para toda a população, embora a nova constituição restringisse os direitos dos imigrantes, pois estabelecia o voto censitário;
e) processou-se através da primeira Revolução que acabou com a dominação colonial da América.


04."Do Caeté a Vila Rica, Mas o homem que vão levando
tudo ouro e cobre! é quase só pensamento:
O que é nosso vão levando...
E o povo aqui sempre pobre! - Minas da minha esperança
Minas do meu desespero
Noite escura. Duros passos. Agarram-me os soldados,
Já se sabe quem foi preso. como qualquer bandoleiro
Ninguém dorme. Todos falam,
todos se benzem de medo. Vim trabalhar para todos,
Passos da escolta nas ruas e abandonado me vejo.
- que grandes passos, no Tempo Todos tremem. Todos fogem.
A quem dediquei meu zelo?"
(Cecília Meireles, O Romanceiro da Inconfidência)

Com grande sensibilidade Cecília Meireles recupera aspectos importantes da Conjuração Mineira que:
a) teve a participação exclusiva das camadas médias e pobres da população das Gerais;
b) eclodiu quando aumentaram a produção e a exportação dos metais preciosos;
c) terminou com onze dos conspiradores condenados à pena de morte, pena esta fielmente cumprida;
d) falhou na organização da defesa militar, sendo suas tropas logo derrotadas pelas forças legalistas, o que gerou um clima de pânico em Vila Rica;
e) teve seus participantes punidos de forma diversa, segundo a situação socioeconômica de cada um deles.

05. Não podemos considerar como fator da Crise do Antigo Sistema Colonial:
a) a Revolução Industrial
b) o Iluminismo
c) a Independência dos EUA
d) a Revolução Francesa
e) o apogeu do Antigo Regime


06. Entre as propostas da Inconfidência Mineira, podemos citar:
a) a abolição da escravidão no Brasil, mediante a indenização dos proprietários;
b) a mudança da sede do Governo Brasileiro da província da Bahia para Minas Gerais;
c) a restrição da produção manufatureira, que impedia a concentração de recursos nas atividades manufatureiras;
d) o término das concessões especiais à Inglaterra, firmado no Tratado de Comércio e Amizade;
e) a independência do Brasil e o estabelecimento de um governo republicano.

07. (UNIFENAS) O ideário político de conteúdo liberal da Inconfidência Mineira apresentava algumas contradições, dentre elas:
a) manutenção do regime de trabalho escravo;
b) adoção de um regime político republicano;
c) estabelecimento de uma Universidade em Vila Rica;
d) separação e independência dos poderes executivo, legislativo e judiciário;
e) manutenção dos antigos privilégios concedidos às companhias de comércio.

08. (FGV) Sobre a Inconfidência Mineira é correto afirmar:
a) Foi um movimento que contou com uma ampla participação de homens livres não-proprietários e até mesmo de muitos escravos negros.
b) O clero de Minas Gerais não teve nenhuma participação na conspiração, que tinha uma forte conotação anti-eclesiástica;
c) Entre os planos unanimemente aprovados pelos conspiradores de Minas estava a abolição da escravatura;
d) Entre os fatores que influenciaram os "inconfidentes" estavam as "idéias francesas" (o Iluminismo, o Enciclopedismo) e a "justificação pelo exemplo", da Independência Norte-Americana.
e) Os "inconfidentes" jamais pensaram seriamente em proclamar a Independência do Brasil em relação a Portugal, pretendendo apenas forçar a Coroa a suspender a cobrança da "derrama".

09. (UNIFENAS) Falso ou Verdadeiro?
I. A Conjuração Baiana teve como inspiração as idéias liberais e teve participação popular.
II. A Inconfidência Mineira foi idealizada por uma elite e obteve o respaldo popular, com exceção dos trabalhadores escravos.
III. Ideal de libertação nacional, influência das idéias iluministas, apoio popular e forte repressão militar caracterizaram os movimentos de independência conhecidos como Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana.
As afirmações acima são, respectivamente:
a) F V F
b) V F F
c) V V V
d) F F F
e) V F V

10. (FUVEST) A Inconfidência Mineira, no plano das idéias, foi inspirada:
a) nas reivindicações das camadas menos favorecidas da colônia;
b) no pensamento liberal dos filósofos da ilustração européia;
c) nos princípios do socialismo utópico de Saint-Simon;
d) nas idéias absolutistas defendidas pelos pensadores iluministas;
e) nas fórmulas políticas desenvolvidas pelos comerciantes do rio de Janeiro.


Resolução:

01. a) Movimento de letrados, limitado a uma elite urbana. A Inconfidência de Minas não contou com o apoio dos setores populares e se omitiu com relação à abolição da escravidão.

b) No quadro das Revoluções Liberais burguesas que assinalam a crise do Antigo Regime, marcado pela difusão do Iluminismo.
02. D 03. E 04. E 05. E
06. E 07. A 08. D 09. B
10. B

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quilombos e Quilombolas

História dos quilombos

No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas.
Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses (1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.
Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares. No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos. Estes, também conhecidos como quilombolas, costumavam pegar alimentos às escondidas das plantações e dos engenhos existentes em regiões próximas; situação que incomodava os habitantes.
Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de Pernambuco, sendo que este último contou com os ser­viços do bandeirante Domingos Jorge Velho.
A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.
Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.

Comunidades quilombolas na atualidade

Muitos quilombos, por estarem em locais afastados, permaneceram ativos mesmo após a abolição da escravatura. Eles deram origens às atuais comunidades quilombolas. Existem atualmente cerca de 1.100 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares. Grande parte destas comunidades está situada em estados das regiões Norte e Nordeste.

Dia da consciência Negra

Zumbi de Palmares

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

Dia da Consciência Negra
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PRESIDENTES DO BRASIL : Período repúblicano

MANUEL DEODORO DA FONSECA ( Deodoro da Fonseca ) – 1889 – 1891: A 15 de novembro de 1889, chefiou o movimento que depôs o último gabinete da monarquia presidido pelo Visconde de Ouro Preto, proclamando a República. Nos mesmo dia foi aclamado chefe do Governo Provisório e como tal conseguiu a adesão de todos os Estados para os quais nomeou governadores; estabeleceu a separação da Igreja do Estado, o casamento civil, promulgou o novo Código Penal e aprovou a nova bandeira da País. Convocou a Assembléia Constituinte que aprovou a Primeira Constituição Republicana em 24 de fevereiro de 1891. Eleito pela Assembléia, assumiu a Presidência da República. Entretanto em conflito com o Poder Legislativo, dissolveu o Congresso Nacional, o que provocou reação por parte da Marinha, comandada pelo Almirante Custódio de Melo. Preferiu renunciar a enfrentar uma guerra civil, passando o poder ao vice-presidente, com ele eleito pela Constituinte, Marechal Floriano Peixoto. Faleceu no Rio de Janeiro a 23 de Agosto de 1892.
FLORIANO VIEIRA PEIXOTO (Floriano Peixoto ) 1891 – 1894: Foi presidente da Província de Mato Grasso e ocupou o cargo de ajudante-general do Exército. Com a renúncia de Deodoro, assumiu a chefia do Governo e exerceu-o até 15 de novembro de 1894. Durante seu governo eclodiram duas revoluções: a Federalista, no Rio Grande do Sul, e a da Armada, no Rio de Janeiro, chefiada pelo Almirante Saldanha da Gama. Floriano reconvocou o Congresso e resistiu aos 2 movimentos revolucionários, despertando forte movimento nacionalista, sendo cognominado, por isso, Marechal de Ferro, e Consolidor da República. Enfrentou grande oposição parlamentar e foi implacável em relação aos oficiais que representaram contra sua permanência no Governo. Era membro do Supremo Tribunal Militar. Faleceu em Cambuquira, Minas Gerais, a 29 de julho de 1895. É até hoje venerado como defensor do espírito republicano, tendo rompido relações com Portugal por terem os navios dessa nação dado asilo aos oficiais da marinha rebeldes.
PRUDENTE JOSÉ DE MORAIS BARROS ( Prudente de Morais ) 1894 – 1898: Foi eleito deputado à Assembléia Provincial, primeiro pelo Partido Liberal e, depois, pelo Partido Republicano. Em 1885 elegeu-se para a Câmara dos Deputados. Integrou a Assembléia Constituinte Republicana como senador, sendo eleito para presidi-la. Concorreu com o Marechal Deodoro à Presidência da República. Em 1894, foi escolhido Presidente da República, em eleição direta, tomando posse a 15 de novembro. Restabeleceu relações com Portugal e resolveu pacificamente o conflito com a Inglaterra que ocupava nossa Ilha Trindade. Sob seu governo foi o Brasil vitorioso por arbitragem dos Estados Unidos, na questão de limites com a Argentina, conhecida como Questão das Missões. Também firmou-se com a França um tratado para resolver a Questão do Amapá, com arbitragem da Suíça. Em virtude de doença, passou o exercício do governo ao vice-presidente Manuel Vitorino Pereira, de 10 de novembro de 1894 a 5 de março seguinte. Sofreu um atentado por um soldado fanático a 5 de novembro de 1897, no qual tombou mortalmente o Ministro da Guerra, Marechal Machado Bittencourt, que defendeu o presidente. No seu governo iniciou-se o conflito de Canudos. Faleceu em 1902.
MANUEL FERRAZ DE CAMPOS SALES ( Campos Sales ) 1898 – 1902: Foi eleito deputado geral em 1885. Proclamada a República, foi Ministro da Justiço da Governo Provisório. Senador na Constituinte de 1890, interrompeu o mandato por Ter sido eleito presidente do Estado de São Paulo. Eleito Presidente da República, de 15 de novembro de 1898 à 15 de novembro de 1902, visitou a Argentina em caráter oficial, passando o exército do Governo a Francisco de Assis Rosa e Silva de 19 de outubro a 08 de novembro de 1900. O seu governo caracterizou-se pela atenção dada à situação financeira do País. Antes de assumir o Governo, visitou a Europa, onde entrou em entendimento com os credores, estabelecendo uma severa política fiscal a cargo do Ministro da Fazenda Joaquim Murtinho. Para fortalecer o Governo estabeleceu a chamada "política dos governadores", pela qual as bancadas dos Estados prestigiadas pelos chefes das unidades teriam o reconhecimento assegurado em troca de apoio que dariam ao Governo Federal. A severidade na cobrança dos impostos diminuiu-lhe a popularidade, mas, ao deixar o Governo, as finanças se encontravam em boas situações. Em 1906, voltou a ocupara a cadeira de senador por São Paulo. Faleceu a 28 de junho de 1913.
FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES ( Rodrigues Alves ) 1902 – 1906: Foi presidente da Província de São Paulo em 1887, recebendo o título de Conselheiro. Aderindo a República, foi deputado à Constituinte em 1890. Em 1891 foi nomeado a Ministro da Fazenda sob o Governo de Marechal Floriano. Em 1893 foi eleito senador por seu Estado, renunciando em 1894, para ocupar a pasta da Fazenda no Governo Prudente de Morais. Foi o negociador da consolidação dos empréstimos externos ( funding-loan ) com os banqueiros ingleses Rothschild. Foi eleito presidente de São Paulo em 1900 e presidente da República em 1902. Governou o País de 15 de novembro de 1902 a 15 de novembro de 1906. Durante o seu mandato realizou-se a reforma urbana do rio de Janeiro sob os planos do Engenheiro Pereira Passos e o saneamento da cidade, extinguiu-se a febre amarela pela ação do higienista Osvaldo Cruz. Sua administração financeira foi das mais bem-sucedidas. Deixou a Presidência com grande prestígio, sendo chamado "O Grande Presidente". Em 1912, foi novamente eleito Presidente de São Paulo. Em 1916, voltou a ocupar uma cadeira no Senado Federal, representando seu Estado. Em 1919, único exemplo da nossa história, foi eleito Presidente da República, não se empossando por motivo de doença. Faleceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1919, estando no exercício do cargo o vice-presidente Delfim Moreira.
AFONSO AUGUSTO MOREIRA PENA ( Afonso Pena ) 1906 – 1909: Foi deputado provincial e geral pelo Partido Liberal e ministro de várias pasta durante a Monarquia, recebendo o título de Conselheiro. Aceitando a República, foi constituinte do Estado de Minas Gerais e, em seguida, seu presidente. Durante o governo de Rodrigues Alves, presidiu o Banco do Brasil, e ocupou a vice-presidência da República. Foi eleito presidente a 01 de março de 1906. Suas principais obras foram: representação do Brasil na Conferencia de Haia; construção de mais de 4 mil Km de ferrovias; incentivo à indústria e o povoamento do solo. Com a morte do governador de Minas, João Pinheiro, seu sucessor natural, criou-se um impasse político. Afonso Pena tentou lançar o nome de seu Ministro David Campista, ao qual se contrapôs o nome do Ministro da Guerra, Marechal Hermes da Fonseca. Em meio à crise sucessória, Afonso Pena faleceu, no Palácio do Catete, a 14 de junho de 1909.
NILO PROCÓPIO PEÇANHA ( Nilo Peçanha ) 1909 – 1910: Participou das campanhas abolicionista e republicana, iniciando sua vida política em 1890 ao ser eleito a Assembléia Constituinte. Em 1903 foi sucessivamente senador e presidente do Estado do Rio, permanecendo neste cargo até 1906 quando foi eleito, na chapa de Afonso Pena, vice-presidente da República. Em 1909, com a morte de Afonso Pena, assumiu a Presidência. Embora curto, o seu governo foi marcado pela agitação política em razão a suas divergências com Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador. Em conseqüência da campanha civilista, tornaram-se mais agudos os conflitos entre as oligarquias estaduais, sobretudo de Minas Gerais e São Paulo. Nilo Peçanha criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, Serviço de Proteção ao Índio e inaugurou no Brasil e ensino técnico profissional. Ao fim de seu mandato, voltou ao Senado e dois anos mais tarde foi eleito a presidência do Estado, cargo que renunciou em 1917 para assumir a pasta das Relações Exteriores. Eleito novamente senador em 1918, encabeçou em 1921 a chapa de Movimento Reação Republicana, que tinha por objetivo contrapor o liberalismo político contra a política vigente das oligarquias estaduais. Morreu em 1924 no Rio de Janeiro afastado da vida política.
Hermes Rodrigues da Fonseca ( Hermes da Fonseca ) 1910 – 1914: Em 1889, Hermes da Fonseca participou da Revolta Republicana com Marechal Deodoro. De quem foi ajudante – de – campo e secretário militar. Dirigiu o Arsenal da Guerra da Bahia, fundou e dirigiu a Escola dos Sargentos, durante o governo de Floriano Peixoto. A 15 de novembro de 1910 venceu a campanha civilista que apoiava Rui Barbosa e assumiu a Presidência da República. Logo após sua posse várias revoltas eclodiram e foram combatidas pelas tropas governamentais. Ainda durante o seu governo iniciou-se a política de "salvações iniciais", sério de intervenções militares nos Estados, visitando ao expurgo de elementos da oposição, cujo prestígio combatia com a autoridade da Presidência. Depois de deixar a Presidência, foi eleito senador pelo Parido Republicano Conservador ( PRC ), mais não assumiu. Em 1922 envolveu-se na Revolta do Forte de Copacabana, sendo preso por seis meses, ao fim dos quais retirou-se para Petrópolis, onde morreu em 9 de setembro de 1923.
Venceslau Brás Pereira Gomes ( Venceslau Brás ) 1914 – 1918: Mineiro, vice-presidente de Hermes da Fonseca. Sua carreira política foi rápida e intensa: deputado estadual de 1892 a 1898; secretário do Interior do governo de Minas Gerais de 1898 a 1902; deputado federal de 1903 a 1908 e Presidente do Estado de Minas Gerais de 1909 a 1910, completando o mandato do falecido João Pinheiro. Candidato único à eleição. Governou durante toda a Primeira Guerra Mundial. Os conflitos estaduais se seguiram. Enfrentou a Campanha do Contestado no Paraná. Terminado o mandato, retirou-se da vida pública e faleceu a 15 de maio de 1966 em Itajubá, Minas Gerais.
Delfim Moreira da Costa Ribeiro ( Delfim Moreira ) 1918 – 1919: Pertencente à geração de republicanos históricos mineiros, foi deputado estadual de 194 a 1902, sendo nomeado secretário do Interior de Minas Gerais pelo Governador Francisco Sales, permanecendo no cargo de 1902 a 1906. No ano seguinte foi eleito senador estadual e, em 1909, deputado federal, cargo a que renunciou um ano depois, quando foi novamente nomeado Secretário do Interior de Minas Gerais. Presidente deste Estado em 1914, ocupou o cargo até 1918, quando foi eleito vice-presidente na capa de Rodrigues Alves. Como o presidente eleito não pudesse assumir, Delfim Moreira foi empossado e manteve o ministério que Rodrigues Alves nomeara. Seu estado de saúde, com tudo também, não era bom, e foi Afrânio de Melo Franco, ministro da Viação, quem assumiu temporariamente os encargos do Governo. Após o falecimento de Rodrigues Alves, Delfim Moreira assumiu a Presidência. No seu governo, o Brasil se fez representar na Conferência de Paz, em Paris, pelo senador Epitácio Pessoa, eleito Presidente da República a 13 de maio, em disputa como candidato da oposição, Rui Barbosa. Logo após a volta do novo presidente do exterior, Delfim Moreira passou-lhe o cargo em 28 de julho de 1919, voltado à vice-presidência. Morreu em 1 de julho de 1920.
Epitácio Lidolfo da Silva Pessoa ( Epitácio Pessoa ) 1919 – 1922: .Foi eleito Presidente da República, tomando posse em 28 de julho de 1919, em substituição de Rodrigues Alves, que falecera antes de tomar posse. Ao deixar a Presidência da República, foi eleito Ministro da Corte Permanente da Justiça Internacional do Haia, mandato que exerceu até novembro de 1930. Seus principais atos como Presidente da República foram: a construção de açudes no nordeste; a criação da Universidade do Rio de Janeiro – a primeira do Brasil; a comemoração do primeiro Centenário da Independência, e a inauguração da primeira estação de rádio. Durante seu mandato o País sofreu grave crise econômico-financeira, sendo contratado um empréstimo com a Inglaterra para fazer frente a uma terceira valorização do café. A sua administração foi marcada por greves e agitações políticas, como a da Bahia, Maranhão e Pernambuco – A que respondeu com intervenção federal. A nomeação de ministros civis para as pasta militares deu inicio a uma crescente insatisfação que culminou com o fechamento do Clube Militar e a prisão de seu presidente, o Marechal Hermes da Fonseca. O levante do Forte de Copacabana, em 5 de julho de 1922, da Escola Militar do Rio de Janeiro, e da guarnição de Mato Grasso, foi declarado estado se sítio por 30 dias, prorrogado, sucessivamente, até 1926, faleceu em 13 de fevereiro de 1942.
Artur da Silva Bernardes ( Artur Bernardes ) 1922 – 1926: Em 15 de novembro de 1922, Artur Bernardes foi eleito com o apoio de São Paulo e Minas para a Presidência da República depois de acirrada campanha, cujo candidato oposicionista era Nilo Peçanha, que contava com o apoio da "Reação Republicana", formada pelos estados da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e o Partido Republicano do Rio Grande do Sul. O governo de Artur Bernardes foi marcado por vários movimentos revoltosos, como: a Revolta no Rio Grande do Sul contra a continuidade de Borges de Medeiros no Governo do Estado; a Revolta em São Paulo, chefiada por Isidoro Dias Lopes e promovida pelos "Tenentes"; a coluna Prestes – Miguel Costa – União das Duas Colunas Revolucionárias de Paulistas e Gaúchos; o Motim de Couraçado São Paulo, que ameaçava bombardear o Palácio do Catete. Enfrentou a Revolta do Forte de Copacabana, conseqüência direta dos problemas com os militares. Teve início o movimento Tenentista. No final de seu mandato, em 1926, o Presidente conseguiu fortalecer o Poder Executivo através de uma reforma na Constituição de 1891.Governou sob Estado de Sítio durante 44 meses. Faleceu no Rio de Janeiro em 23 de março de 1955
Washington Luís Pereira de Souza ( Washington Luís ) 1926 – 1930: Libertou presos políticos e diminuiu a censura à imprensa. Suspendeu o Estado de Sítio. Propagou um discurso anticomunista. A Quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, levou à baixo todos os seus projetos econômicos. O preço do café desabou, levando a uma crise séria. Lançou Júlio Prestes, paulista, para sua sucessão, quebrando a ordem do Café com Leite. Não terminou seu mandato, sendo deposto por Getúlio Vargas, que liderou a Revolução de 30. Faleceu em São Paulo a 4 de agosto de 1957.
República Nova
Getúlio Dornelles Vargas ( Getúlio Vargas ) 1930 – 1945: Chefe do Governo Provisório organizado logo após a vitória da Revolução de 1930, até 1934, quando foi eleito presidente da República pela Assembléia Constituinte. Durante o Governo Provisório, o Código Eleitoral estabeleceu o voto secreto, a Segunda Constituição Republicana, que, entre outras determinações, instituiu o salário mínimo e a Justiça do Trabalho. Sob o pretexto de um golpe comunista ( Plano Cohen ), em 1937, Vargas dissolveu o Congresso e os partidos políticos. Estabelecido o Estado Novo com o golpe, outorgou a Carta de 1937, que fortaleceu o poder executivo. A economia brasileira foi dirigida no sentido de atender aos interesses nacionais, com ênfase na diversificação agrícola e no desenvolvimento industrial. Datam desse período a criação do Conselho Nacional do Petróleo, o planejamento da Hidrelétrica de São Francisco, a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda. Devido a Consolidação das Leis do Trabalho e à valorização dos Institutos de Previdência Social. Vargas tornou-se o líder dos trabalhadores. O fim da guerra ( 1939 – 1945 ) e a articulação liberal exigiam a redemocratização do País. No início de 1945, pelo Ato Adicional e outras medidas. Vargas autorizou eleições para presidente e para uma Assembléia Constituinte. Decrescentes, as Forças Armadas forçaram a sua renúncia em 29 de outubro de 1945.
Eurico Gaspar Dutra ( Eurico Dutra ) 1946 – 1951: A promulgação da Quarta Constituição republicana ( 18 de setembro do mesmo ano ) foi o fato mais relevante do seu governo. A Carta estabeleceu a responsabilidade do Presidennte e de seus ministros de Estados perante o Congresso e assegurou aos cidadãos os direitos do liberalismo político além de manter os direitos adquiridos, anteriormente, pelos trabalhadores. Em seu governo foram construídas a rodovia Rio – São Paulo ( Via Dutra ) e a Companhia Hidrelétrica de São Francisco. As revelações diplomáticas com a URSS foram cortadas e foram caçados os direitos do Partido Comunista Brasileiro ( PCB ) . Faleceu no Rio de Janeiro em 11 de junho de 1974.
Getúlio Dornelles Vargas ( Getúlio Vargas ) 1951 – 1954: Após a sua renúncia em 1945, Vargas foi eleito senador ao mesmo tempo por São Paulo e por Rio Grande do Sul e a deputado federal por seis Estados. Em 1950, concorreu à Presidência da República, tendo como candidato a vice João Café Filho. Eleito com 48.7% dos votos, tomou posse em 31 de janeiro de 1951. Durante o seu governo foi criada a Petrobrás. Diante da agitação política e de um atentado ao líder da oposição e jornalista Carlos Lacerda, Vargas sofreu pressões de vários segmentos para renunciar, terminando por suicidar-se em 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete.
João Café Filho ( Café Filho ) 1954 – 1955: Eleito deputado federal em 1934 e em 1945, foi, na Câmara, um dos mais destacados parlamentares, participando ativamente da vida política nacional. Como resultado de uma coalizão política, foi indicado pelo PSP candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas. Após a morte de Vargas, o vice-presidente assumiu. Facilitou ainda mais a penetração do capital externo, o que descontentou os nacionalistas e o operariado. Café Filho foi depois ministro do Tribunal de Contas do Estado de Guanabara e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de fevereiro de 1970.
Nereu de Oliveira Ramos ( Nereu Ramos ) 1955 – 1956: Assumiu com a hospitalização do Presidente Café Filho e o impedimento decretado a seu substituto Carlos Luz, foi empossado Nereu Gomes na Presidência da República. Seu Mandato se deu sob o estado de sítio e em 31 de janeiro de 1956 passou o cargo ao presidente eleito Juscelino Kubitschek, assumindo o Ministério da justiça. Em 1957, deixou este cargo, voltando ao Senado. Faleceu em 16 de junho de 1958, em um desastre aéreo.
Juscelino Kubitschek de Oliveira (Juscelino Kubitschek ) 1956 – 1961: Encampou o projeto "50 anos em 5", falando em modernizar amplamente o país. Construiu a Rodovia Belém – Brasília; impulsionou a indústria automobilística; empreendeu, no setor hidrelétrico, as gigantescas obras de Furnas e de Três Maria; auxiliou a expansão da Petrobrás. Sua grande realização, entretanto, foi a fundação de Brasília. Terminou seu mandato enfrentando uma enorme dívida externa e uma galopante inflação. Entregou a Presidência em 1961 a Jânio Quadros. No governo de Jânio foi eleito senador por Goiás. Em 1964 seu mandato foi caçado e seus direitos políticos suspensos por 10 anos. Faleceu em desastre de automóvel quando vinha de São Paulo para o Rio de Janeiro em 22 de agosto de 1976.
Jânio da Silva Quadros ( Jânio Quadros ) 1961: Nasceu em Campo Grande, Mato Grosso, em 25 de janeiro de 1917. Com carreira brilhante na política paulista, Jânio apresentou-se para a eleição com uma força enorme, atraindo votos de todo tipo de eleitor. Já empossado, não conseguiu contentar estes setores, com uma política econômica de sacrifícios e uma política externa de independência vista como perigosa. Renunciou em agosto de 1961, à espera de ser aclamado pelo exército e pela burguesia. Perdeu seu cargo.
João Belchior Marques Goulart ( João Goulart - Jango ) 1961-1964: Adotou-se então um sistema parlamentarista, em que se tirava o centro do poder das mãos do presidente. Este regime durou até 1963, onde, através de um plebiscito, Jango recuperou o sistema presidencialista e retomou sua atuação. Apoiando-se nos trabalhadores, sugeriu reformas de base para diminuir os abismos sociais do Brasil. Foi visto como representante do perigo comunista e deposto em 1964. Morreu no exílio no dia 6 de dezembro de 1976, no município argentino de Mercedes, vítima de um ataque cardíaco.
Movimento Militar de 1964:
Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco ( Castelo Branco ) 1964 – 1967: O Supremo Comando da Revolução fez com que o Congresso o elegesse, em 11 de abril de 1964,assumindo o governo no dia 15 do mesmo mês, para uma presidência provisória. Seu ministério era formado por membros da linha dura do exército, e administradores que tomaram para si o projeto de saneamento das finanças. O presidente ganhou o poder de governar com decretos-lei, e contava com os Atos Institucionais para tirar a oposição do caminho. Havia forte repressão às manifestações contrárias às atitudes do governo. Faleceu em um desastre aéreo, em 18 de julho de 1967, após haver deixado a Presidência.
Marechal Artur Costa e Silva ( Costa e Silva ) 1967 – 1969: Decretou o Ato Institucional nº 5, e fechou o Congresso por dez meses. Fortaleceu os radicais da ala militar. Foi afastado da presidência por uma trombose cerebral. Assumiu uma Junta Militar, que nomeou o próximo presidente. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 17 de dezembro de 1969, vítima de um distúrbio circulatório. A partir de sua doença o governo foi exigido interinamente por uma junta militar composta pelo ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica, que passaram o poder ao Presidente Emílio Garrastazu Médici.
General Emílio Garrastazu Médici ( Garrastazu Médici ) 1969 – 1974: Com a enfermidade do Presidente Costa e Silva, foi indicado e eleito pelo Congresso Nacional para a Presidência da República. Governou sob o clima do Milagre Econômico, que entusiasmou a classe média. A divulgação de seus projetos pela televisão criou um clima de ufanismo nacional. A vitória na Copa de 70, por exemplo, foi utilizada como símbolo do futuro de sucesso do Brasil. Investiu em grandes obras de necessidade duvidosa, como a rodovia Transamazônica. Ao mesmo tempo, os militares tiveram que enfrentar a reação de grupos que encontraram na luta armada o caminho de oposição à ditadura. Os êxitos econômicos do "Milagre" justificaram o rígido controle político – ideológico mantido durante o seu mandato. Faleceu em 9 de outubro de 1985.
General Ernesto Geisel ( Geisel ) 1974 - 1979: Foi lançado oficialmente candidato à Presidência em 18 e julho de 1973, vencendo o pleito do Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1974. Assumiu a presidência logo após a Crise do Petróleo, que encontrou um Brasil otimista e despreparado para enfrentá-la. Mesmo assim manteve construção de obras gigantescas, como a ponte Rio - Niterói e a Usina Nuclear em Angra dos Reis. Iniciou o processo de abertura política, pressionado pelos opositores e pela opinião pública. Entre suas principais realização destacam-se o reatamento das relações com a China; o II Plano Nacional de Desenvolvimento, visando ao desenvolvimento do País; a busca de novas fontes de energia, realizando o acordo nuclear com a Alemanha e criando os contratos de risco com a Petrobrás; início do processo de redemocratização do País. Em 1979, passou o Governo ao General João Batista de Oliveira Figueiredo. Após vários estudos, negociações, acordos políticos, o Presidente Ernesto Geisel assina em 11 de Outubro de 1977 a Lei Complementar nº 31 que cria o Estado de Mato Grosso do Sul.
General João Batista de Oliveira Figueiredo (1979-1985): Com o general – exército, foi escolhido pelo seu partido – ARENA – candidato à Presidência, obtendo a vitória pelo Colégio Eleitoral em 15 de outubro de 1978, prometendo "a mão estendida em conciliação". Como presidente, discursou na ONU, a 27 de setembro de 1979, onde criticou os autos juros impostos pelos países desenvolvidos que impediam os demais de crescerem. Último presidente do regime militar, deu seqüência ao processo de abertura. Em 1979 assinou a Lei de Anistia, que permitia o retorno de exilados políticos ao Brasil. Governou sob grave recessão econômica, acompanhada de numerosas greves. Ao final de seu governo, os políticos da oposição estavam extremamente prestigiados. Em 1984, foi substituído no Governo por José Sarney, vice – presidente de Tancredo Neves, eleito indiretamente pelo Congresso Nacional.
Redemocratização
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa ( José Sarney ) 1985 – 1990: Presidente da transição para a democracia, assumiu o cargo após a morte de Tancredo Neves, que faleceu antes de a tomar posse. Enfrentou um período de inflação descontrolada através de diversos planos, sendo o Plano Cruzado o que teve sucesso por mais tempo. Várias concessões políticas a seus grupos de sustentação impediram a manutenção de uma política econômica austera.
Fernando Collor de Melo 1990 – 1992: Primeiro presidente brasileiro eleito por voto direto depois da ditadura militar e o único, até agora, a sofrer um processo de Impeachment. Foi com um discurso anti-corrupção e modernizador. Implantou o Plano Collor, que revoltou a população ao impedir saques de contas particulares e poupanças nos bancos acima de uma determinada quantia. Abriu o mercado para a entrada de produtos estrangeiros. Mesmo buscando manter uma imagem de herói junto à população, sofreu um processo de Impeachment por corrupção e renunciou ao seu cargo. De volta a Brasília, escolhe São Paulo como domicílio eleitoral e anuncia a intenção de concorrer para a Prefeitura da cidade em 2000.
Itamar Augusto Cautieiro Franco ( Itamar Franco )1992 – 1994: Vice de Fernando Collor de Melo, assumiu a presidência em caráter definitivo, em 29 de dezembro de 1992, após sua renúncia. Enfrentando novamente o retorno da inflação, deu início ao processo de desindexação que levou ao Plano Real, no mandato seguinte. Deixou o mandato em 1 de janeiro de 1995, com índice de popularidade entre os mais altos da República.
Fernando Henrique Cardoso ( FHC ) 1994 – 2003: Implementou o Plano Real, que reduziu significativamente a inflação. Iniciou o processo de privatização das empresas estatais, enfrentando protestos. Conseguiu aprovar no Congresso Nacional várias emendas à Constituição, inclusive a que permite a sua própria reeleição.
Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) 2003 : Até os dias atuais Metalúrgico brasileiro nascido em Garanhuns, PE, que como líder do movimento sindical brasileiro chegou a Presidência da República (2002). Filho de lavradores mudou-se (1952), com a mãe e seis irmãos, para Santos, no litoral do Estado de São Paulo. Aos nove anos começou a trabalhar como vendedor ambulante, aos 12 como entregador de tinturaria e aos 15 como metalúrgico numa fábrica de parafusos. Formou-se torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Começou a militar no movimento sindical (1969) e, seis anos depois, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Em pleno regime militar, liderou (1978) a primeira grande greve operária do Brasil em dez anos. Durante outra greve (1980), foi preso e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Essas greves de metalúrgicos do ABC paulista projetaram-no como líder do movimento sindical brasileiro. Comandou a fundação do Partido dos Trabalhadores, o PT, e da Central Única dos Trabalhadores, CUT (1980). Candidato ao governo do estado de São Paulo (1982) ficou em quarto lugar. Dois anos depois participou ativamente da campanha das diretas-já e (1986) foi eleito deputado federal com a maior votação da história do país. Na Assembléia Nacional Constituinte, defendeu a reforma agrária, a empresa nacional, a nacionalização das reservas minerais e a estatização dos bancos. Candidatou-se pela primeira vez à presidência da república (1989), pela Frente Brasil Popular (PT, PSB e PC do B), mas foi derrotado, no segundo turno, por Fernando Collor de Melo, que conquistou 53% dos votos válidos. Após a eleição, optou por não se candidatar a uma vaga no Congresso para viajar pelo Brasil, como preparação para a eleição presidencial (1994). Nesse ano, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Fernando Henrique Cardoso, elegeu-se presidente da república com 54,3% dos votos válidos no primeiro turno e ele ficou em segundo lugar, com 27% dos votos válidos. Derrotado novamente por FHC (1998), depois de três derrotas em três eleições seguidas, chegou à Presidência da República pelo voto direto. A vitória contra José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições de outubro levaram, pela primeira vez na história do Brasil, um operário ao topo do poder. Tornou-se, então, personagem central de uma história da ascensão de um ex-operário e retirante nordestino no cenário político do país, fundador e dirigente de um dos principais partidos de esquerda do Brasil e, com muita persistência, disputar e finalmente ganhar a eleição para a presidência da república.

Atividade:
1. Cite os presidentes da República do período denominado de “Redemocratização”.
2. Compare governo de Getúlio Dornelles Vargas ( Getúlio Vargas ) 1930 - 1945 e do segundo mandato 1951 – 1954.
3. Descreva o governo de Fernando Collor de Melo 1990 – 1992.
4. Descreva o governo de Fernando Henrique Cardoso ( FHC ) 1994 – 2003.
5. Descreva o governo de Itamar Augusto Cautieiro Franco ( Itamar Franco )1992 – 1994.
6. Descreva o governo de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa ( José Sarney ) 1985 – 1990:
7. Descreva o governo de General João Batista de Oliveira Figueiredo (1979-1985).
8. Descreva o governo de General Ernesto Geisel ( Geisel ) 1974 - 1979.
9. Descreva o governo de General Emílio Garrastazu Médici ( Garrastazu Médici ) 1969 – 1974.
10. Quem foram os presidentes durante o período militar?

História de Mato Grosso do sul

Origem
A origem do termo Mato Grosso é incerta, acredita-se que o seja originário da palavra guarani Kaagua'zú (Kaa bosque, mata e Guazú grande, volumoso), que significa literalmente Mato Grosso.[1]

Linguisticamente, o nome Mato Grosso do Sul se faz acompanhar por artigo definido, como acontece com nomes geográficos derivados de termos genéricos: "o Mato Grosso do Sul", "o Rio de Janeiro", "o Espírito Santo". Entretanto, este uso é contestado e há quem prefira eliminar o artigo definido: "em Mato Grosso".
[editar] Primórdios

A ocupação humana do estado de Mato Grosso do Sul iniciou-se por volta de 10.000 A.C. através dos primeiros habitantes indígenas, ancestrais dos ameríndios contemporâneos Guaranis, Terenas, Caiouás e Caiapós, tendo, através dos anos, novos povos se estabelecido na região, como por exemplo os Ofaiés.

A corrida pela prata no Peru

Já a partir do descobrimento da América, iniciou-se uma corrida para essa região, após a riqueza do Império Inca, no Peru, ter sido feito famosa por Pascual de Andagoya. Na década de 1510, Juan Díaz de Solís tentou alcançar aquele império pelo estuário do Rio da Prata, mas sua tentativa foi fracassada.

Na década seguinte, no ano de 1524, foi a vez de Aleixo Garcia, um português sobrevivente da expedição de Solís, tentar sua sorte. Seguindo a lenda do "Rei Branco", contada a ele por índios guaranis quando acompanhava Solís, Aleixo Garcia passou dez anos juntando homens e recursos para visitar o território. Foi, assim, o primeiro europeu a pisar em solo sul-matogrossense, o qual alcançou pelo Rio Paraguai, atingindo a região onde hoje está a cidade de Corumbá. Aleixo Garcia, no entanto, foi frustrado em alcançar o Império Inca, pois foi assassinado por índios em território paraguaio.

Foi Francisco Pizarro quem conquistou e destruiu o império dos Incas, o qual alcançou vindo do norte, e não pelo estuário do Prata, como Solís e Garcia haviam tentado. De qualquer maneira, aventureiros continuavam tentando fazer o percurso através do Rio Paraná.

Nos anos de 1537 e 1538, o espanhol Juan Ayolas e seu acompanhante Domingos Martínez de Irala também estiveram na região de Corumbá, navegando pelo rio Paraguai, e denominaram Puerto de los Reyes à lagoa Gayva. Por entre 1542 e 1543, Álvar Núñez Cabeza de Vaca, aventureiro espanhol, também por Corumbá passou para seguir para o Peru. Outro visitante foi o governador de Assunção, Domingos Martínez de Irala, que marchou até os Andes.

Tentativas de povoamento - a comunidade de Xerez e os jesuítas

Em 1579, foi fundada a comunidade de Xerez, nas proximidades dos rios Miranda e Aquidauana. Esse povoamento, no entanto, foi destruído pelos índios Guaicurus.

Na década de 1610 uma missão jesuítica já se expandia de Assunção, no Paraguai, ao sul de Mato Grosso, tendo aldeado as comunidades indígenas do Itatim em território sul-matogrossense. Apoiada pela Espanha e pela Igreja Católica, a intenção era assegurar o controle do vale do Rio Paraguai e articular as missões do Itatim com as de Mojos e Chiquitos, de modo a assegurar proteção ao altiplano das minas na atual Bolívia. Ao longo das décadas de 1630 e 1640, no entanto, estas missões foram brutalmente destruídas pelos bandeirantes,[2] tendo partido de Antônio Raposo Tavares, em novembro de 1648, o golpe final.

Grande parte da região do atual Mato Grosso do Sul era conhecida pelo termo guarani Itatim (pedra branca). No local houve duas reduções jesuíticas ligadas ao Colégio Jesuítico de Assunção (1598) com a finalidade de converter e reduzir os índios itatines, falantes da língua Guarani. As reduções foram denominadas de Nossa Senhora da Fe e Santiago de Caaguaçu. A duração da missão do Itatim foi curta e estendeu-se entre 1631 e 1659, época em que os constantes ataques das expedições escravistas de paulistas, posteriormente chamadas de bandeiras, concentraram-se na região abaixo do rio Apa, para facilitar a defesa.[3]
[editar] Brasil Colonial
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Os bandeirantes e os primeiros povoamentos

De fato, a região sudoeste do atual estado de Mato Grosso do Sul por longos anos esteve sob a influência espanhola. Quanto ao restante do estado, desenvolvia-se muito lentamente, principalmente devido às dificuldades de comunicação com o restante do país, apesar de, desde 1617, a região leste sul-matogrossense ter recebido visitas de bandeirantes paulistas, e de em 8 de abril de 1719 ter sido criada Cuiabá. O sul matogrossense era uma área de difícil acesso, para não se dizer isolada, e suas cidades do período colonial foram se fundando lentamente.
O Rio Miranda.

Na atual área de Coxim, nasceu em 1729, sob o nome de Belliago, alcunha de seu fundador, um povoado que servia de apoio às monções que iam de São Paulo ao norte de Mato Grosso. Anos mais tarde, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis, em 1774, um povoado na foz de Ipané, e em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região.

Ainda na década de 1770, o Capitão João Leme do Prado, ao desbravar os rios Miranda e Aquidauana, encontrou as ruínas da antiga comunidade de Xerez. Seguindo ordens do Capitão Caetano Pinto de Miranda Montenegro, governador da então capitania de Mato Grosso, fundou lá, em 16 de julho de 1778, os alicerces do Presídio Nossa Senhora do Carmo do Mondego, mais tarde conhecido por Presídio de Miranda. Miranda, o povoado que nasceu aos pés da fortificação e que levava o nome de Presídio, no entanto, era de difícil acesso por serem precários os meios de navegação pelo Rio Mondego (hoje Rio Miranda), e somente os fundadores do local lá permaneciam.

Em 1778, efetuou-se a ocupação da área onde hoje se localiza Corumbá. Em 21 de setembro desse mesmo ano, a mando do governador da capitania de Mato Grosso, o capitão-general Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, o Sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batizando-o com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, sendo então lavrado o termo de fundação.

O Vice-reinado do rio da Prata e o Paraguai

A história colonial sul-matogrossense, entretanto, permanecia muito ligada à busca pela prata no Peru. Com a destruição do Império Inca e o sucesso da exploração da prata em território peruano através do porto de Lima, a região do Rio da Prata do império espanhol encontrava-se decadente e suscetível aos portugueses. Uma vez que estes se expandiam ao Uruguai, em abril de 1776 o rei Carlos III de Espanha ordenou que o governador do Rio da Prata, Pedro Antônio de Cevallos, pensasse em uma maneira de desenvolver a região de Buenos Aires. A resposta foi a tomada da Colônia do Sacramento dos portugueses e a criação do Vice-reinado do rio da Prata, que continha praticamente os territórios dos atuais países da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, além de uma parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Com as guerras napoleônicas, no entanto, e o ataque inglês a Buenos Aires, no início da década de 1810, o vice-reinado do Rio da Prata se desfez. O sudoeste sul-matogrossense, por sua vez, passou a fazer parte do Paraguai, que declarou sua independência da Espanha em 15 de maio de 1811.
[editar] Brasil Império: povoamento e disputas de território

A frente colonizadora da família Garcia Leal no Bolsão Sul-Mato-Grossense

No ano de 1829, uma expedição enviada por João da Silva Machado, Barão de Antonina, e chefiada pelo sertanista Joaquim Francisco Lopes, visando a expansão dos campos de pecuária do vale doRio São Francisco, atravessou o Rio Paraná e fez contato com os índios Ofaiés, que eram dóceis, à altura da atual Três Lagoas. Também faziam parte dessa entrada Januário Garcia Leal Sobrinho, seus irmãos e outros sertanistas. Januário Garcia Leal Sobrinho e sua família permaneceram, aproveitando a oportunidade, no leste sul-matogrossense, fundando o Arraial de Sete Fogos, que mais tarde se tornaria Paranaíba.

Os irmãos Lopes e a ocupação dos Campos de Vacaria

Quanto à família Lopes, dos irmãos Joaquim Francisco e José Francisco Lopes, adentrou com outros colonizadores o sul de Mato Grosso. Iniciou-se, assim, em 1830, o povoamento de fato das terras que hoje constituem o atual Mato Grosso do Sul, dando um novo impulso a antigas povoações como Miranda, Corumbá e ao Arraial de Belliago, que se tornou Coxim. Data dessa época, também, o primeiro movimento migratório para a região da colônia de Dourados - Rio Brilhante, nos "Campos de Vacaria", seria inicialmente ocupada em 1835 por Antônio Gonçalves Barbosa.

Desentendimentos quanto ao território

Estando o Governo Central ciente da situação de fluidez das fronteiras do sul matogrossense, em 1839 o Almirante Augusto Leverger, Cônsul-Geral do Brasil, foi nomeado com o intuito de estabelecer boas relações com o Paraguai. Esse cargo, Leverger só o aceitou em 1843, e já no ano seguinte os dois países iniciaram conversações sobre a navegação do Rio Paraguai. Essa tentativa, no entanto, fracassou, uma vez que o Brasil não revelou em tempo sua visão sobre os limites fronteiriços. A partir de então, Bolívia e Paraguai passaram a reivindicar as terras ocupadas por brasileiros, e medidas foram tomadas por parte do Governo Central brasileiro a fim de evitar qualquer movimentação que viesse a ameaçar o território do país.

Em 1850, aconteceu a solenidade de fundação do forte no sopé do morro chamado Pão de Açúcar. Ainda nesse ano, Carlos Antonio López, governante paraguaio, cercou essa construção e abriu fogo contra ela, obrigando os soldados a se retirarem. Os índios guaicurus, que viviam nas proximidades e eram inimigos dos paraguaios, tentaram socorrer os brasileiros, porém tudo já havia sido destruído. Revoltados, os guaicurus então subiram o Rio Paraguai e atacaram o Forte Olimpo.

Em 6 de abril de 1856, Brasil e Paraguai puseram termo aos desentendimentos, dilatando a questão por dois anos. Em 1858, a missão Rio Branco, de José Maria da Silva Paranhos, Visconde Rio Branco, foi a Assunção firmar uma convenção que liberava a navegação dos rios Paraguai e Paraná para os navios de guerra do Paraguai e do Brasil. Nessa ocasião, porém, a questão dos limites foi adiada. Estas seriam as últimas negociações entre os dois países, pois seis anos depois Francisco Solano López, ditador paraguaio, executaria a invasão das terras disputadas.
[editar] A Guerra do Paraguai

Ver artigo principal: Guerra do Paraguai
Precedentes

A situação na Bacia Platina, que ditaria os rumos no sul matogrossense, agravar-se-ia ainda mais devido a acontecimentos no Rio Grande do Sul e Uruguai. A então província do Rio Grande do Sul permanecia instável desde o fim da Revolução Farroupilha, uma vez que esta terminara por negociação política e não por uma derrota armada infligida pelo Governo Imperial aos revoltosos. Simultaneamente, o Uruguai encontrava-se em guerra civil, os blancos do partido do então presidente Atanásio da Cruz Aguirre tentando sufocar a oposição dos colorados, partido de Venâncio Flores. Com o agravamento dos conflitos no Uruguai, tornaram-se comuns perseguições e saques que atravessavam a fronteira ao território brasileiro, uma vez que eram numerosas as famílias de origens brasileiras naquele país. Após o ultimato feito pelo Governo Imperial ao presidente Aguirre para que ele consertasse a situação, ultimato este que não foi aceito, Dom Pedro II, a pedido de Venâncio Flores, enviou o Exército Brasileiro para estabilizar aquele país. Em pouco mais de nove meses, a operação das tropas imperiais brasileiras pacificou o Uruguai e depôs Atanásio da Cruz Aguirre, em episódio que levou o nome de Guerra contra Aguirre.

Ofensas paraguaias e invasão do território do sul matogrossense – a guerra

O ditador paraguaio Solano López, no entanto, utilizou a intervenção no Uruguai como motivação para o seqüestro do navio brasileiro Marquês de Olinda e a captura do presidente da província de Mato Grosso, Frederico Carneiro de Campos. Pouco mais de um mês depois, as tropas paraguaias invadiram o território do sul matogrossense, antes mesmo de uma declaração formal de guerra ao Brasil. Na verdade, Solano López e suas tropas tinham em mente uma política expansionista, e pretendiam criar o "Paraguai Maior", anexando regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil, como Rio Grande do Sul e Mato Grosso, e ganhar acesso ao Oceano Atlântico, fator tido como imprescindível para a continuação do progresso econômico do Paraguai. Prova disto é o fato de que, em fins do ano de 1863, um estrategista de alto gabarito paraguaio, disfarçado de fazendeiro, havia sido enviado a Corumbá com grande interesse em conhecer os campos do sul e suas fazendas de gado.

Assim, em dezembro de 1864, o sul de Mato Grosso, na colônia de Dourados, foi invadido pelo próprio espião Isidoro Resquim, que desta vez possuía uma numerosa guarnição consigo. Foi de Requim, conhecedor do valor das tropas brasileiras desde seus trabalhos de espionagem, a seguinte frase: "Si todos los brasileiros son valientes así, mía no és un simples paseo militar". De fato, havia uma guarnição de soldados sob o comando do herói Antônio João Ribeiro à espera das tropas invasoras. Os brasileiros lutaram até o último soldado ter perdido a vida, só então tendo sido possível às tropas paraguaias avançarem.

Durante a guerra da Tríplice Aliança, quando o Brasil se uniu à Argentina e ao Uruguai para combater o Paraguai, o sul matogrossense foi palco de alguns de seus mais dramáticos episódios.

Após ter sido aprisionada no Rio Paraguai a Canhoneira Amambaí, pertencente à Marinha do Brasil, e uma vez declarada a guerra, após a invasão do sul matogrossense pelo exército paraguaio, o Governo Imperial brasileiro enviou um contingente militar terrestre para combater os invasores em Mato Grosso. Em abril de 1865, uma coluna partiu do Rio de Janeiro e se juntou a reforços em Uberaba, percorrendo mais de dois mil quilômetros a pé até alcançar Coxim. Essa cidade, no entanto, encontrava-se deserta e saqueada, o mesmo tendo ocorrido em Miranda e em outros povoamentos do sul matogrossense. Suas populações, ou haviam fugido, ou sido mortas, ou levadas reféns para o Paraguai, onde executaram trabalhos forçados.

Enfrentando adversidades, a exaustão e a falta de alimentos, que não encontravam nas cidades abandonadas, as tropas do Exército do Brasil somente resistiram graças às doações feitas por José Francisco Lopes do gado de sua própria família para alimentá-los, já nos limites do território brasileiro. José Francisco Lopes, que tivera a família seqüestrada pelos paraguaios, fizera-se voluntário e guiava as tropas brasileiras, graças ao seu conhecimento do território. Mesmo com sua ajuda, no entanto, era grande a perda de brasileiros. Dos 2.780 homens que originalmente faziam parte daquele destacamento, em janeiro de 1867, quando alcançaram a fronteira paraguaia, restavam somente 1.680.

Retirada da Laguna
Ver artigo principal: Retirada da Laguna

Nesse mesmo mês, o coronel Carlos de Morais Camisão assumiu o comando da coluna e invadiu o território paraguaio. Os brasileiros conseguiram penetrar até Laguna, atual município de Bela Vista, a qual alcançaram em abril. Longes das linhas brasileiras e sem víveres para o sustento das tropas, afligida por doenças como cólera, tifo e beribéri, a coluna do Exército brasileiro teve de se retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia, que utilizavam táticas de guerrilha à moda indígena, infligindo perdas severas aos brasileiros. Nessa retirada, no entanto, a atuação do Guia Lopes foi vital para impedir um total massacre dos brasileiros. Mostrou os caminhos aos soldados brasileiros por terras sul-matogrossenses e despistou o inimigo em um terreno difícil. Entre os brasileiros se encontrava o Visconde de Taunay, que mais tarde escreveria um livro sobre o assunto. Somente 700 homens sobreviveram, mas sem o Guia Lopes poderiam ter morrido muitos mais.

Fim da guerra

Após a Batalha Naval do Riachuelo e a rendição de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, no entanto, os confrontos se dariam em solo paraguaio. Pode-se dizer que o último ano da guerra não passou de uma caça ao ex-ditador paraguaio Francisco Solano López em seu próprio país, estando as tropas aliadas sob o comando do Conde d'Eu.

Quando terminou a Guerra do Paraguai em 1 de março de 1870, o sul matogrossense se encontrava chacoalhado pela convulsão social. O processo de povoamento, que começava a se acelerar na primeira metade do século XIX, havia em muitos locais cessado. No centro, oeste e sul do atual estado de Mato Grosso do Sul, encontravam-se propriedades e povoados abandonados ou destruídos, estando as populações dispersas e abatidas pela fome, miséria e doenças.
[editar] Constrastes de colonização no pós-guerra

Constância da frente colonizadora dos Garcia Leal no leste sul-matogrossense

A única região em que a vida continuou a um passo regular foi a região leste e nordeste do estado, onde a frente colonizadora da família Garcia Leal e seus agregados aos poucos se expandia ao sul da cidade de Paranaíba para na década de 1880 colonizar o município de Três Lagoas.

Ao contrário do que aconteceu no restante das terras sul-matogrossenses, as propriedades desta região nunca se encontraram devolutas ou improdutivas devido à guerra. Foi por esse motivo que, estando essas terras ocupadas, as próximas frentes colonizadoras a adentrar o sul matogrossense não se demoraram nesta área, muito embora fosse muito atraente do ponto de vista econômico.

Durante a Retirada da Laguna, por exemplo, o próprio Visconde de Taunay demorou-se na vila de Paranaíba, onde encontrou em Jacinta Garcia Leal inspiração para escrever seu livro Inocência. É necessário lembrar, no entanto, que mesmo esta pacata vila sofreu com os males do conflito no Paraguai, entre eles doenças como a lepra, que infestaram a região e com a qual a própria Jacinta Garcia Leal encontrava-se contaminada.

Reocupação do centro, oeste e sul de Mato Grosso do Sul

Uma vez terminada a Guerra do Paraguai, aqueles soldados que no sul matogrossense haviam estado passaram a relatar, ao retornarem a suas províncias de origem, as gigantescas terras devolutas de vacarias existentes em Mato Grosso. Iniciou-se, assim, um massivo processo de migração regional para a área, com povoadores sobretudo oriundos de províncias como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.

Datam deste período a ocupação, por exemplo, de municípios como Campo Grande e Sidrolândia, assim como a reocupação da área de Dourados. Nessas localidades, estabeleceram-se extensas fazendas de pecuária que faziam uso do pasto nativo existente na região. O próprio nome "Campo Grande", por exemplo, alude aos largos campos de vacaria, ou seja, pradarias, com vegetação gramínea ideal para a criação de gado. Nessa área estabeleceu-se José Antônio Pereira com seu filho Antônio Luiz, os escravos João Ribeira e Manoel e o sertanista Luiz Pinto Guimarães. Vindos por Goiás, passaram pelo atual município de Costa Rica, próximo à frente colonizadora dos Garica Leal, e adentraram o sul matogrossense até sua área central, na confluência dos córregos Segredo e Prosa.

Assim, em meio à falta de perspectiva que abatia o sul matogrossense, criavam-se oportunidades para guinadas nos rumos, especialmente devido à presença de terras férteis em grande quantidade e às possibilidades de atividades extrativas. O crescente comércio internacional foi fator predominante para a reocupação da fronteira oeste brasileira, feita possível pelos dois primeiros ciclos econômicos sul-matogrossenses: o ciclo da erva-mate e o ciclo do gado.
[editar] A Erva Matte

No ano de 1872, a uma comissão mista formada por brasileiros e paraguaios coube re-desenhar os limites entre os dois países, tarefa que nunca havia sido completada anteriormente à guerra. Nesse processo de remarcação de fronteiras esteve presente Thomás Larangeira, que acompanhava um envolvido nas negociações que era seu patrão. Assim, foi possível a Thomás Larangeira conhecer bem a área de fronteira, onde, em meio a terras indígenas e devolutas, encontrou extensos ervais nativos de Ilex paraguariensis, a erva-mate.

Concessão para atividades extrativas em terras devolutas – o início

Quando do final dos trabalhos de demarcação, no ano de 1874, Thomás Larangeira trouxe do Rio Grande do Sul especialistas em erva-mate para que pudesse dar início aos trabalhos nos ervais, tendo contratado, também, mão-de-obra paraguaia. Dez anos mais tarde, por intermédio do Barão de Maracaju, recebeu a concessão para explorar legalmente aquelas terras, que até então encontravam-se devolutas. A autorização deu-se pelo Decreto nº 8,799 do Governo Imperial, datando de 9 de setembro de 1884 e assinado por Dom Pedro II. Dada a facilidade em se encontrar mercados consumidores, principalmente o Uruguai e a Argentina, e a inexistência de grandes dispêndios na lida da erva-mate, o negócio mostrou-se, desde o começo, muito lucrativo.

O império da Matte Larangeira durante a República Velha

No ano de 1892, por fim, Thomás Larangeira associou-se aos Murtinho, uma família tradicional de políticos do sul de Mato Grosso, e criou a Companhia Matte Larangeira. Também passaram a utilizar o Porto Murtinho, criado por Antônio Correia às margens do rio Paraguai, para despachar o mate para a Argentina. O transporte da erva, colhido de maneira puramente extrativa, exigia oitocentas carretas e vinte mil bois, e, de forma a levar o produto até o porto, a Companhia Matte Larangeira construiu um aterro ferroviário de 22 km, uma vez que o velho interesses - a oligarquia do sul sul-matogrossense e a aversão à Matte Larangeira e ao governo do norte. Devido a sua associação com importantes famílias políticas de Mato Grosso, Thomás Larangeira e sua companhia sempre tiveram privilégios na exploração dos ervais sul-matogrossenses, a começar pelo fato de que trabalhavam de maneira privada em terras que não lhes pertenciam. Também obtinham isenções fiscais. Com o povoamento do sul do território do atual Mato Grosso do Sul, no entanto, tensões logo começaram a surgir, uma vez que o interesse nas terras exploradas pela Matte Larangeira aumentou significativamente. Os coronéis da região sul do atual Mato Grosso do Sul passaram a desejar, já durante a República Velha, o reconhecimento de posse da terra ocupada por eles nas vizinhanças dos ervais, terras por um motivo ou outro não exploradas pela Companhia Matte Larangeira, que, no entanto, continuava a ter licença de exploração sobre elas. Em oposição às regalias dadas à companhia pelo governo estadual, que nunca daria a eles posse de terra enquanto a Matte Larangeira ali existisse, os coronéis do sul sul-matogrossense uniram-se, desta forma, à oligarquia do norte do estado, que rivalizava à Matte Larangeira por ter interesse em seus ervais.

Nascimento do sentimento divisionista

Neste complexo conflito de interesses iniciaram-se, por fim, as idéias divisionistas no sul matogrossense. Os coronéis do sul de Mato Grosso do Sul passaram, a partir da formação da aliança com a oligarquia do norte, a fazer oposição armada ao governo estadual e à Matte Larangeira.[4]
[editar] O advento da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil

O eixo Campo Grande – Três Lagoas, a aproximação com São Paulo e o distanciamento do norte

Nas primeiras décadas do século XX, com o advento da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, considerada um sinônimo de desbravamento da região oeste brasileira, foi notável o aumento da proximidade do sul matogrossense com o estado de São Paulo. De fato, conquanto agora estivesse ligado por vias férrea, rodoviária e fluvial à capital paulista, o sul de Mato Grosso somente se ligava à capital mato-grossense, Cuiabá, através de uma estrada precária.

Dessa maneira, com o estabelecimento das viagens de trem entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, o aumento no número de migrantes dinamizou a economia sul-matogrossense, vinculando-a à paulista e permitindo a expansão de cidades cuja atividade principal era a pecuária, como Três Lagoas e Campo Grande. Simultaneamente, embora continuasse a estar ligada aos principais centros comerciais da Bacia do Prata, em especial Buenos Aires e Montevidéu, através do rio Paraguai, Corumbá, que na década de 1930 possuía vinte e cinco bancos internacionais e a libra esterlina como moeda corrente, começou a ver sua economia decair. Isso se deveu ao fato de que a N.O.B transferiu o eixo econônico do Rio Paraguai, Corumbá e Cuiabá para Campo Grande, Três Lagoas e o leste do estado.

O crescimento demográfico - popularização, militarização e fortalecimento do movimento divisionista

Entre outros benefícios trazidos pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil estavam o crescimento populacional da região sul matogrossense, a urbanização dessa população e, a somar-se a essas positivas mudanças sócio econômicas, a transferência, em 1920, do comando da Circunscrição Militar estadual de Cuiabá para Campo Grande. Dado o subseqüente aumento do contingente militar no sul, as oligarquias sul-matogrossenses, insatisfeitas com a aliança anterior com a oligarquia do norte, de que haviam participado para alcançar seus fins divisionistas, aliaram-se aos militares, submetendo-se, desta maneira, à influência paulista de forma a fortalecer suas causas de divisão estadual. Ao mesmo tempo, juntavam-se a este movimento as novas lideranças dos profissionais urbanos. A causa, assim, expandia-se para além dos ervais.

A Revolução Constitucionalista de 1932 – o estado de Maracaju

A partir da década de 1930, as forças políticas divisionistas do sul, de maneira mais organizada, passaram a realizar pressões junto ao Governo Federal. Quando da Revolução Constitucionalista de 1932, a região sul matogrossense aderiu ao movimento sob a condição de que, em caso de vitória dos revoltosos, obteria a separação do norte. Os militares rebelados, sob o comando de Bertoldo Klinger, comandante da Circunscrição Militar de Mato Grosso, que funcionava em Campo Grande, instalaram no sul matogrossense um governo dissidente sob Vespasiano Martins, então prefeito de Campo Grande. Após três meses de luta, em que o sul do estado de Mato Grosso autodenominou-se "estado de Maracaju", os divisionistas (constitucionalistas) foram derrotados, não se cumprindo, assim, a promessa de divisão. Esta revolução, no entanto, divulgou o movimento divisionista, tendo Campo Grande se tornado o centro político do mesmo com cidades como Três Lagoas e o Bolsão Sul-Matogrossense apoiando-o.
[editar] A Marcha para o Oeste

A Liga Sul-Matogrossense e o frustrado abaixo-assinado divisionista

Dois anos após o fim da Revolução Constitucionalista, jovens estudantes do sul matogrossense aproveitaram a oportunidade da elaboração da Constituição brasileira de 1934 para fundar a Liga Sul-Matogrossense e conquistar, através de um abaixo-assinado, o apoio dos sul-matogrossenses para um manifesto que seria encaminhado ao presidente do Congresso Nacional Constituinte visando sensibilizar os constituintes de forma a que eles, na elaboração da Constituição, aprovassem a divisão do Estado de Mato Grosso. Sem que fosse parte de suas ambições iniciais, a Liga Sul-Matogrossense acabou por acender a campanha divisionista no sul matogrossense, uma vez que coletou o surpreendente número de treze mil assinaturas a favor de sua causa. Apesar disso, o abaixo-assinado não surtiu efeito na Constituinte, não havendo a divisão do estado. Em vez disso, Getúlio Vargas, preocupado com a ordem na região fronteiriça, nove anos mais tarde criaria o Território de Ponta Porã e aumentaria significativamente o contingente de militares no sul matogrossense, além de criar o nacionalista projeto "Marcha para o Oeste".

Brasil Central - o vazio populacional e as companhias de colonização

Até a segunda metade do século XX, o Brasil Central continuava a ser uma área desconhecida para a maior parte dos brasileiros, carregando ares mitológicos devido a seu território pouco desbravado e hostil. No censo de 1940, por exemplo, o sul matogrossense contava com somente 238.640 habitantes. Esse que era considerado um vazio populacional no Mato Grosso do Sul passou, a partir de então, a servir de atrativo para empresas colonizadoras entusiasmadas com o sucesso de suas similares empreitadas nos estados de São Paulo e Paraná – neste último, por exemplo, a Companhia de Terras Norte do Paraná foi responsável, nas décadas de 1920 e 1930, por toda a colonização de sua região oeste, compreendendo hoje municípos como Londrina e Maringá, através de um sistema de pequenos loteamentos rurais para imigrantes que escapavam das dificuldades econômicas e conflitos da Primeira e Segunda guerras mundiais.

Cidades nos moldes fordianos

Como no oeste do Paraná, em Mato Grosso do Sul, onde a terra era farta e, então, barata, essas companhias desenvolveram colônias que variavam de 20 a 30 hectares e que possuíam comunicação a maiores centros por estradas. Influenciado pelos empresários que se sucederam nesse tipo de empreendimentos, Jan Antonin Bata, imigrante tcheco e proprietário da Companhia Viação São Paulo/Mato Grosso, comprou 6.000 km² na área dos atuais municípios de Batayporã, Bataguassu e Anaurilândia. Além de empreendedor, no entanto, Jan Antonin Bata se diferenciava das empresas de colonização por ter sido fortemente influenciado pelos pensamentos de Henry Ford e suas experiências com sitiantes-operários, que visavam desenvolver um operariado mixto industrial-agrário. Assim, era a intenção de Jan Antonin Bata criar sociedades comunais em área rurais, onde parte das famílias dos operários de suas fábricas de calçados se dedicaria à agro-pecuária em pequenas propriedades, juntando-se a eles os próprios funcionários das fábricas no final de cada dia para ajudar no trabalho agrícola. Já havia iniciado similar tentativa no município de Batatuba em São Paulo no ano de 1941, mas o preço da terra naquele local lhe foi proibitivo. Sendo assim, em 1942 fundou outro município, desta vez em terras sul-matogrossenses: Bataguassu. O sudeste e o leste sul-matogrossenses seriam, aliás, ideais para tais experimentos, uma vez que na década de 1950 Arthur Hoffig fundaria o município de Brasilândia seguindo os mesmos preceitos fordianos do "rei dos calçados". Anos depois, seguiria Batayporã, do próprio Bata, na mesma região.

O governo Getúlio Vargas, o "espaço vital" e a Marcha para o Oeste

O grande crescimento populacional em Mato Grosso do Sul adveio, no entanto, de campanha do próprio Governo Getúlio Vargas, uma vez que os modelos de cidade de Bata e Hoffig se baseavam em populações pequenas de torno de dez mil pessoas.

Ao mesmo tempo em que se iniciam os empreendimentos de Bata, na década de 1940, uma vez que um dos motivos teóricos da Segunda Guerra Mundial havia sido a questão do "espaço vital", o governo Getúlio Vargas ordenou a criação de seis territórios no Brasil – cinco deles na região oeste do mesmo-, que seriam administradas diretamente pelo Governo Federal. Assim, em 13 de setembro de 1943 foi criado o Território de Ponta Porã, abrangendo os municípios de Dourados, Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Maracaju e Bonito, sendo Ponta Porã sua capital. Seu governador durante os três anos de existência foi o militar Ramiro Noronha – o território seria extinto em 18 de setembro de 1946 pela Constituição de 1946. É importante ressaltar, no entanto, que Campo Grande, a cidade da qual emanava o movimento divisionista, foi mantida de fora desse território. Além disso, Vargas decidiu povoar as áreas de menor densidade populacional do Brasil, nomeadamente o Oeste do país, através de um projeto denominado "Marcha para o Oeste".

Associação com as companhias colonizadoras

Tal projeto visava ocupar o oeste do Brasil através do assentamento de colonos que se dedicariam à agricultura – mormente de subsistência -, portanto ocupando os "espaços vazios" do Brasil Central. Assim "expandindo o Brasil dentro de suas próprias fronteiras",[5] o Governo Federal logo passou a fazer uso de empresas colonizadoras particulares – as mesmas que quase que simultaneamente já passavam a se interessar pelo sul matogrossense após o sucesso no Paraná desse modelo colonizador. Devido à xenofobia do Governo Vargas, no entanto, diferentemente do que havia ocorrido no oeste paranaense, desta vez os colonos não eram europeus em sua maioria, mas, sim, sulistas – mais especificamente gaúchos -, que após três anos de trabalho na terra receberiam sua posse definitiva. Foi nesses moldes que em 1943 foi criada a Colônia de Dourados, localizada no atual Estado de Mato Grosso do Sul. Nessa colônia, que também atraiu levas de imigrantes que já se encontravam em outras áreas do Brasil, como os japoneses, além de brasileiros de estados outros que o Rio Grande do Sul, produzia-se principalmente o café. Mais tarde, desse projeto se originaram Fátima do Sul, Glória de Dourados, Deodápolis, Douradina, Jateí e Itaporã.

Uma cajadada - o sufocamento do movimento divisionista e o afastamento da Companhia Matte Larangeira

Dentre os resultados do projeto "Marcha para o Oeste" esteve o apaziguamento dos divisionistas e seu envolvimento na política do Governo Vargas. Entre outras coisas, Vargas conseguiu com que a Companhia Matte Larangeira se resignasse a esta sua versão da reforma agrária, tendo esta companhia regularizado as posses de terras dos ocupantes dos ervais em troca de ser indenizada pelos arrendamentos. A verdade é que os ervais já se encontravam devastados e nem o Instituto Brasileiro do Mate, também criado por Vargas, atendeu às necessidades da Mate Laranjeira, não permitindo à companhia grandes lucros - ela aos poucos se desinteressava do estado. Ao mesmo tempo a separação do Território de Ponta Porã foi um balde de água fria tanto ao movimento divisionista quanto à própria Companhia Mate Laranjeira, além de ter deixado insatisfeito o governo estadual de Mato Grosso.

Apesar de tudo isso, essa época foi de grande crescimento econômico ao sul de Mato Grosso, gerando impostos que ainda assim não eram suficientes para equilibrar as contas estaduais. Além da especulação imobiliária, uma vez que migrantes mal sucedidos vendiam suas terras a outros bem sucedidos, que aos poucos formavam latifúndios, outro resultado da Marcha para o Oeste foi a série de massacres a povos indígenas no sul matogrossense. A despeito do extermínio em massa de populações ameríndias, no entanto, a população do sul matogrossense mais que duplicou entre o censo de 1940 e o de 1960, contando 579.652 naquele ano. Formaram-se novas oligarquias, ao mesmo tempo que a falta de cuidados na lida com os ervais levou à devastação dos mesmos, desviando o foco da Companhia Mate Laranjeira para a Argentina.

Ciclo do Gado

Há correntes teóricas que afirmam, no entanto, que no estado de Mato Grosso do Sul nunca houve um fim ao Ciclo do Gado, sendo o Ciclo da Erva-Mate um aspecto momentâneo e localizado da economia, portanto, um ciclo menor quando comparado ao outro, que já duraria duzentos anos.

O Ciclo do Gado teve início quando, no final do século XVIII, o fim do Ciclo do Ouro levou a uma crise econômica nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Segundo relatos em primeira pessoa daqueles que estiveram presentes nessas províncias na primeira década do século XIX, a situação era de convulsão social e de pobreza absoluta em cidades quase fantasmas.[6] Ainda nas primeiras décadas do século XIX, entretanto, Minas Gerais conseguiu expandir o terceiro setor de sua economia, ampliando suas trocas comerciais com províncias como o Rio de Janeiro, e extraindo novos metais de seu quadrilátero ferrífero. Já os estados de Goiás e Mato Grosso não foram capazes de expandir outros setores de sua economia, tendo havido um processo de ruralização. Passaram a fornecer, desta maneira, gado para a província de São Paulo através do intermédio da província de Minas Gerais.[7]

Mesmo quanto à ocupação do leste sul-matogrossense pelos Garcia Leal e seus agregados e do centro sul-matogrossense pelos Lopes, a expansão dos currais de gado foi um fator determinante.[8] De fato, a região sofreu com a Guerra do Paraguai, sobretudo devido a doenças. Mas, vale lembrar que o leste sul-matogrossense foi a única área do atual estado que nunca foi abandonada durante a guerra.[9][10] Assim, rapidamente recuperada após o conflito, essa frente colonizadora logo se expandiu ao sul, oeste e norte. Foi com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil pela cidade de Três Lagoas, no início do século XX, que o Ciclo do Gado retomou significação financeira local e nacional.
[editar] A Divisão

Já na década de 1950, era inquestionável o aumento da importância do leste do estado, uma vez que o Bolsão Sul-Matogrossense já começava a exercer influência política ao nível estadual, tanto no norte, quanto no sul. Essas demonstrações de poder que se iniciaram com a candidatura de Filadelfo Garcia à Câmara dos Deputados do Brasil se confirmaram com a eleição de Pedro Pedrossian ao governo de Mato Grosso em 1965.

O governo federal com base na lei complementar nº 20, estabeleceu, em 1974, a legislação básica do período da ditadura militar para a criação dos estados e territórios brasileiros, reascendendo, assim, a campanha pela autonomia do sul matogrossense.

De fato, em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar 31, que criou o Estado de Mato Grosso do Sul, em área desmembrada do estado de Mato Grosso. Já em 1 de janeiro de 1979, tomaram posse os deputados eleitos, em 15 de novembro de 1978, para a Assembléia Legislativa e Constituinte de Mato Grosso do Sul, conforme previsto na LC 31. O primeiro governador, o engenheiro gaúcho Harry Amorim Costa, servidor público do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), autarquia federal hoje extinta, foi nomeado pelo presidente Geisel, de acordo com a mesma Lei Complementar.

Atualmente

Na década de 1980 o governo estadual procurou voltar-se para os problemas sociais, a educação e a saúde. Foi instalada a primeira companhia da Polícia Florestal, incumbida de reduzir as ações predatórias no Pantanal, área depredada por empresas pesqueiras e por caçadores. Implantou-se também o Grupo de Operações de Fronteira (GOF) para reprimir o tráfico de drogas, o contrabando e a caça ilegal de animais silvestres nos 400 km de fronteiras com a Bolívia e o Paraguai. No ano de 1982 houve as primeiras eleições diretas do estado. Em 1986, a estrada que liga Campo Grande á Corumbá foi finalmente asfaltada.

A par do desenvolvimento do turismo ecológico, propiciado pelo pantanal, na década de 1990 cresceram as perspectivas de desenvolvimento econômico, sobretudo com a decisão de se concluir as obras da Ferronorte, que permitirá o transporte ferroviário da produção agrícola para o porto de Santos, no estado de São Paulo. Em 1993 foi criada a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e em 1997 foi privatizada a Empresa Energética do Estado de Mato Grosso do Sul. Em 1998 é eleito governador Zeca do PT e em 2002 Zeca do PT é é o primeiro governador reeleito da história de Mato Grosso do Sul. Em 2005 é aprovada a criação da segunda universidade federal no estado, a Universidade Federal da Grande Dourados.
[editar] Fortificações

Ver artigos principais: Fortificações de Corumbá e Fortificações de Ladário.

Relação das fortificações do estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.

* Colônia militar de Dourados
* Colônia militar de Miranda
* Forte de Bela Vista
* Forte de Miranda
* Forte de Nossa Senhora do Carmo de Coimbra
* Forte de Nossa Senhora dos Prazeres do Iguatemi
* Forte Novo de Coimbra

[editar] Ver também

* Baianinhos
* Estado de Maracaju
* Território de Ponta Porã
* Lista de governadores de Mato Grosso do Sul
* Lista de fortificações de Mato Grosso do Sul

Referências

1. ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
2. ↑ Mongabay.com – Country Studies
3. ↑ SOUSA, Neimar Machado de. A Redução de Nuestra Senhora de la Fe no Itatim: entre a cruz e a espada. Campo Grande: UCDB, 2002.
4. ↑ WEINGÄRTNER, Alisolete Antonia dos Santos. Mato Grosso do Sul, uma trajetória divisionista.
5. ↑ BATISTA, MARTINS JÚNIOR, ZILIANI. Resgate e construção da memória e da história da colonização do sudeste de Mato Grosso do Sul, s.d.
6. ↑ SOUSA MIRANDA, Marcos Paulo de. Jurisdição dos Capitães. Belo Horizonte: Del Rey, 2003.
7. ↑ Jornal Opção. Brasil: 181 anos de (in)dependência.
8. ↑ SÁ CARVALHO, José Ribeiro de. Como era lindo o meu sertão. Narrativas do povoamento do sertão dos Garcias, no sul de Mato Grosso, s.d.
9. ↑ TAUNAY, Visconde de. Reminiscências. 1908.
10. ↑ TAUNAY, Visconde de. Inocência. 1872.

[editar] Ligações externas

* Em 1977 nascia o Mato Grosso do Sul
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/História_de_Mato_Grosso_do_Su

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cursos oferecidos PelasUniversidades Pública de Mato Grosso do Sul

Atualmente a UFMS conta com os seguintes campus e centros de ensinos:
- Centro de Ciências Biológicas e da Saúde: os cursos oferecidos são Ciências Biológicas, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Zootecnia;
- Centro de Ciências Exatas e Tecnologia: responsável pelos cursos de Análise de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Física, Matemática e Química;
- Centro de Ciências Humanas e Sociais: seus cursos são Administração, Artes Visuais, Ciências Econômicas e Sociais, Jornalismo, Direito, Educação Física, História, Letras, Música e Pedagogia;
- Faculdades de Medicina/ Medicina Veterinária e Odontologia: Medicina, Medicina Veterinária e Odontologia;
- Campus de Aquidauna: Administração, Ciências Biológicas, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia, Turismo;
- Campus de Chapadão do Sul: Agronomia;
- Campus de Coxim: História, Letras e Sistema de Informação;
- Campus de Nova Andradina: Geografia e História;
- Campus de Paranaíba: Administração, Matemática e Psicologia;
- Campus de Três Lagoas: Administração, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia;
- Campus do Pantanal: Administração, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Psicologia.
A UFMS abrange uma extensa área educacional, seus campus resultam num raio de mais de 500 Km e cerca de 100 municípios. Sua participação na fronteira ainda gera o convênio de alunos com outros países (Paraguai e Bolívia).

Fontes
http://www.ufms.br

sexta-feira, 17 de junho de 2011

República Velha: Simulado

1. “Jean de Léry, em seu livro Viagem à terra do Brasil, fala do estranhamento que os tupinambás tinham com relação ao interesse dos europeus pelo pau-brasil: “Uma vez um velho perguntoume:
Por que vindes vós outros, mairs e perôs (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra? Respondi que tínhamos muita mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir (...). Retrucou o velho imediatamente: e porventura precisais de muito? – Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar, e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.”
In: LÉRY, Jean de. Viagem à terra do Brasil. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, São Paulo, Ed. USP, 1980, p. 168-9.
Com base no seu conhecimento da história das primeiras décadas da colonização do Brasil, coloque V, se for verdadeiro ou F se for falso:
( ) Alguns Estados europeus não reconheciam o direito de Portugal sobre a “nova terra” e, dessa forma, empreendiam incursões a fim de disputar a posse das riquezas naturais nela existentes.
( ) O pau-brasil, árvore então encontrada em abundância na Floresta Atlântica, era o principal produto brasileiro comercializado na Europa, onde o utilizavam como
matéria-prima nas manufaturas têxteis.
( ) Na exploração econômica do pau-brasil, o escambo representou a principal forma de relações comerciais entre europeus e indígenas da América Portuguesa.
( ) A exploração do pau-brasil só se tornou economicamente rentável para os portugueses com a introdução da mão-de-obra escrava africana.
( ) Tanto franceses como portugueses aproveitavam-se das desavenças entre grupos tribais para a obtenção de homens para o trabalho e para a guerra.
( ) A presença de Jean de Léry em solo brasileiro está associada ao episódio da criação da França Austral, momento em que aquela potência expandiu os seus domínios até o extremo sul do continente americano.

2. A produção de açúcar, desenvolvida no Nordeste brasileiro a partir do século XVI,
a) priorizou o uso de mão-de-obra indígena, graças ao domínio da técnica de cultivo;
b) promoveu a organização de uma sociedade aristocrática, patriarcal e escravista;
c) foi financiada por capitais da Coroa e da burguesia lusitana;
d) gerou uma economia monocultora e voltada para o mercado interno;
e) realizou-se em latifúndios, favorecendo o povoamento do sertão.

3. A respeito da economia e da sociedade no Brasil Colônia, é correto afirmar que:
a) no nordeste, a atividade pecuária ficou vinculada ao engenho, utilizando trabalho escravo negro e pouco contribuindo para a colonização do sertão;
b) na região das Minas, o surgimento de irmandades ou confrarias, que em geral se organizavam de acordo com linhas raciais definidas, estimulou a arte sacra barroca;
c) com o desenvolvimento da economia açucareira, as relações sociais foram adquirindo caráter aberto, favorecendo a mobilidade social de mestiços e homens brancos pobres;
d) as missões religiosas formadas pelos jesuítas visavam, através da catequese, preparar os indígenas para viverem integrados à sociedade dos brancos como mão-de-obra escrava.

4. Eram direitos dos donatários:
a) fundar vilas, conceder sesmarias e cobrar impostos;
b) a redízima, a vintena e a transferência da capitania para outro donatário;
c) fundar vilas, a redízima e a transferência da capitania para outro donatário;
d) a redízima, a cobrança de impostos e a venda da capitania para qualquer outro nobre;
e) fundar vilas, a vintena e a venda da capitania para qualquer outro nobre.

5. A economia colonial brasileira
a) possibilitou a comercialização direta dos produtos coloniais brasileiros com vários reinos europeus e vice-reinos coloniais americanos.
b) foi a base para a formação e o desenvolvimento da Companhia das Índias Ocidentais, com sede em amsterdã.
c) estimulou a produção de açúcar de cana na Europa.
d) tem, com a produção do tabaco e a exportação das ervas do sertão, os maiores lucros do período.
e) enquadrava-se nos interesses comerciais europeus que geraram a colonização.

6. O “ministério das capacidades” foi nomeado por:
a) D. Pedro I b) Padre Feijó c) Araújo Lima
d) Pedro II e) Evaristo da Veiga

7. .Os movimentos nativistas mais embasados filosoficamente pelas idéias iluministas foram:
a) Revolta Beckman e Guerra dos Mascates
b) Guerra dos Emboabas e Revolta de Felipe dos Santos
c) Revolta Beckman e Inconfidência Mineira
d) Revolta de Felipe dos Santos e Revolução dos Alfaiates
e) Inconfidência Mineira e Revolução dos Alfaiates
.
8. A Guerra Guaranítica é um episódio da História do Brasil referente a conquista e colonização do:
a) Maranhão b) Mato Grosso c) Sul do Brasil
d) Ceará e) Pará

9. Examinando a transmigração da Família Real para o Brasil pode mos concluir que:
I – Foi um ato voluntário e isolado de Portugal, sem vinculação com o contexto político europeu:
II – No campo econômico provocou profundas mudanças no Brasil.
III – Abriu caminho para soberania nacional.
IV – A posição comercial inglesa foi mais favorecida que a dos portugueses.

Com base na análise, assinale a alternativa correta.
a) Somente II, III e IV estão corretas.
b) Somente II e IV estão corretas.
c) Somente III e IV estão corretas.
d) Somente I, II e III estão corretas.
e) Todas estão corretas.

10. A Missão Saraiva é um fato ligado a nossa política externa como o (a):
a) Vaticano b) Uruguai c) Inglaterra d) Argentina e) Peru
11. A política de Rui Barbosa, conhecida como "Encilhamento” , favoreceu:
a) o desenvolvimento das artes em geral;
b) a educação escolar básica
c) a primeira crise econômica do governo republicano
d) a aprimoramento das relações da Igreja com o Estado;
e) o estabelecimento do governo provisório.

12. O primeiro presidente civil da República foi:
a)Hermes da fonseca b)Deodoro da Fonseca
c)Floriano Peixoto d)Prudente de Morais
e)Campos Sales

13. A modernização, da cidade do Rio de Janeiro pelo prefeito Pereira Passos e a tentativa do higienista Osvaldo Cruz de erradicar a febre amarela e a varíola das terras cariocas são fatos ocorridos no governo de:
a)Afonso Pena b)Epitácio Pessoa
c)Venceslau Brás d)Rodrigues Alves
e)Deodoro da Fonseca

14. Proclamada a República do Brasil, formou-se um governo provisório sob a chefia de Deodoro da Fonseca. São episódios desse governo:
a)Convênio de Taubaté e Funding Loan
b) Grande naturalização e a Revolta da Chibata
c) Revolta de Canudos e a Campanha Civilista
d)Revolta da Chibata e a Revolução Federalista
e)Grande naturalização e o Encilhamento

15. "Façamos a Revolução antes que o povo a faça", foi uma afirmação, nos convulsionados dias de 1930, proferidas por um dos chefes da Aliança Liberal:
a)Antônio Carlos de Andrada
b) Virgílio de Melo e Franco
c) João Neves Fontoura
d) Júlio Prestes
e)Washington Luís

16. O episódio conhecido com “Os 18 do Forte” marcou:
a) começo da Revolução de 1824
b) formação da Coluna Prestes
c) Rendição de Canudos
d) Derrubada da República Velha
e) Primeira revolta ligada ao movimento tenentista

17. A chamada Política dos Governadores, instituída a partir do governo de Campos Salles, caracterizava-se por:
a) permitir que a escolha do Presidente da República fosse resultado de um consenso entre os governadores;
b) tornar os governadores um mero instrumento do poder do Presidente da República;
c) fortalecer os governadores como o principal instrumento para garantir a estabilidade política entre as oligarquias regionais;
d) tornar os governadores representantes de um federalismo liberal e democrático;
e) promover, através dos governadores, a desarticulação das oligarquias locais.

18. A Revolução Federalista no Rio Grande do Sul e o levante de Canudos foram dois graves problemas com que se defrontou o governo de:
a) Floriano Peixoto b) Campos Salles
c) Prudente de Morais d)Hermes da Fonseca
e)Rodrigues Alves.

19. O início da política de valorização do café surge no governo de Rodrigues Alves, durante:
a) a Conferência de Itu b) o Funding Loan
c)o Convênio de Taubaté d) o Encilhamento
e)a política das Salvações

20. A Primeira Guerra mundial pode ser considerada fator de aceleração do processo econômico brasileiro porque:
a) dificultou as importações, originando a “ indústria de substituições”;
b) desenvolveu no Brasil uma indústria bélica para abastecer os aliados;
c) desenvolveu no Brasil uma indústria de base, com intuito de fornecer máquinas para os países aliados; aumentou as relações comerciais com os países do eixo;
d) provocou o desenvolvimento agropecuário no Nordeste para abastecer os Aliados.

21. A política externa da Primeira República, entre 1889 e 1930, é dominada em sua maior parte pela ação do Barão do Rio Branco. A ela encontra-se ligado o “Tratado de Petropólis” , de 1903, garantindo-nos a posse do Acre e a exploração econômica do seguinte produto:
a) juta b) petróleo c)borracha
d)madeira e)papel

22. A maior parte dos litígios fronteiriços do Brasil, durante a República Velha foi resolvida através:
a) da luta armada b) da compra do território contestado
c) do arbitramento d)do plebiscito na área em litígio
e) por determinação da ONU

23. A solução para o problema que surgiu entre a Argentina e Brasil sobre a posse da região de Palmas ( oeste de Santa Catarina), no início deste século, foi feita por:
a)ação militar do executivo brasileiro que venceu as forças argentinas;
b)arbitramento do presidente norte-americano Grover Cleveland que deu ganho de causa ao Brasil;
c)trocas territoriais decididas por diplomatas de ambos os países;
d) divisão da área entre as duas nações, decidida pelo árbitro suíço Walter Hauser;
e)pagamento de indenização do governo brasileiro ao argentino após negociações diplomáticas.

24. A Aliança Liberal” defendendo o lema “ Representação e Justiça”, apresentou na campanha pela sucessão presidencial a chapa formada por:
a) Nilo Peçanha – J. Seabra
b) Hermes da Fonseca – Venceslau Brás
c) Afonso Pena – Nilo Peçanha
d) Washington Luís – Melo Viana
e) Getúlio Vargas – João Pessoa

25. Sobre a Constituição de 1937, outorgada por Getúlio Vargas, que, através dela, institui o Estado Nacional, podemos afirmar que:
a) separou o Estado da Igreja
b) Aboliu o cargo de Vice Presidente da República
c) Permitiu o voto das mulheres
d) Estabeleceu o voto secreto
e) Denominou-se constituição da mandioca

26. A implantação do estado Novo no Brasil significa:
a)proscrição do Partido Comunista
b) a consolidação do Integralismo
c)a vinculação da política externa brasileira ao eixo Roma-Berlim
d)uma vitória pessoal do presidente Getúlio Vargas
e)a extinção do federalismo republicano.

27. Entre as iniciativas de Getúlio Vargas em 1930, destaca-se a criação do:
a) Programa de Integração Social
b) Departamento Nacional de Telecomunicações
c) Ministério da Indústria, Comércio e Trabalho
d) Instituto Nacional de Previdência Social
e) Partido Trabalhista Brasileiro

28. De um ponto de vista externo, a queda de Vargas em 1945 está vinculada:
a)à queda dos regimes totalitários fascistas no fim da Segunda Guerra Mundial;
b)às pressões dos Estados Unidos da América, interessados em governos democráticos em todo o continente;
c)ao apoio dado pela Forças Armadas dos EUA aos militares brasileiros, responsáveis pela queda do ditador gaúcho;
d)à perda de prestígio internacional, já que o ditador apoiava os regimes totalitários da Itália e da Alemanha;
e)às ligações econômicas, políticas e ideológicas entre o governo brasileiro e as potências do eixo.

29. O “Manifesto dos Mineiros” (1943), que contou com a assinatura de Milton Campos, Pedro Aleixo e Magalhães Pinto, entre outros foi uma:
a)manifestação contrária ao esquerdismo na política brasileira;
b)posição assumida pelo empresariado contra o imperialismo norte americano;
c)denúncia contra a influência da Ação Integralista Brasileira;
d)demonstração de apoio ao governo de Getúlio Vargas;
e)definição de políticos liberais em relação ao Estado Novo;

30. A criação da Petrobrás, monopolizando a prospecção e a refinação de petróleo no Brasil, ocorreu no governo de:
a)Juscelino b)João Goulart c)Dutra
d)Getúlio Vargas e)Castelo Branco

31. Dentre as metas prioritárias contidas no plano de governo de Juscelino Kubitchek, podemos citar:
a)a integração da indústria básica e a política externa independente;
b)a indústria nuclear, à construção naval e a colonização do Oeste;
c)a indústria básica, a educação e a liderança brasileira no Terceiro Mundo;
d)a construção de Brasília, a indústria Bélica e a integração nacional;
e)energia, indústria básica e transportes.

32. O cargo de Presidente do Conselho de Ministros no regime parlamentarista instalado no Brasil em 1961 foi primeiramente exercido por:
a) Raul Pila b)Tancredo Neves c)Moura Andrade
d)Delfim Neto e)Santiago Dantas

33. Ao iniciar a execução do Plano Trienal, plano de combate a inflação e de promoção do desenvolvimento econômico do Brasil, João Goulart tinha á frente do Ministério do Planejamento e Coordenação Econômica:
a)Darci Ribeiro b)Delfim Neto
C)Celso Furtado d)Roberto Campos e) Santiago Campos

34. O Banco Nacional da Habitação e o Banco Central são criações do governo de:
a)João Goulart b)Médici c)Castelo Branco
d)Getúlio Vargas e)Geisel

35. A partir de 1964 é meta governamental um amplo desenvolvimento no campo econômico. Para que esse objetivo seja alcançado foram feitos sucessivos planejamentos. O que esteve em execução no governo Médici foi:
a)Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
b)Plano Salte
c)Plano Cohen
d)I Plano Nacional de Desenvolvimento(IPND)
e) Plano Qüinqüenal

36. O governo de Médici destacou-se pelas seguintes realizações:
a)instalações das hidrelétricas de Furnas e Itaipú;
b) criação da Sudam e da Sudene;
c) Criação do PIS e do PRORURAL
d)construção das rodovias Transamazônica e Belém-e)Brasília implantação da indústria naval e desenvolvimento da energia nuclear.

37. Durante o governo de Dutra (1946-1951) são verdadeiras as afirmativas referentes à política externa brasileira, exceto:
a) o alinhamento do Brasil com os EUA para a defesa do continente e na luta contra o comunismo;
b)a assinatura do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR);
c) a assinatura da Carta de Bogotá, da qual resultou a Organização
dos Estados Americanos (OEA);
d) o rompimento das relações com a URSS;
e)política externa independente, visando assumir a liderança entre os países do Terceiro Mundo, sobretudo na América Latina.

38. Durante o governo do Presidente Jânio Quadros forma alteradas as diretrizes da política externa. Essas alterações ficaram conhecidas como:
a)política externa independente, com aproximação comercial e cultural dos países africanos, especialmente os de língua portuguesa;
b)política externa independente, com aproximação cultural e econômica dos países da Europa Central e Ocidental;
c)política externa independente, com aproximação comercial e industrial, dos países comunistas;
d) política externa dependente, com definição do pragamatismo econômico sob a direção norte-americana
e) política externa dependente, com aproximação comercial e cultural dos países latino-americanos.

39. A abertura de relações diplomáticas com a República Popular da China favorecendo o escoamento de produtos brasileiros para este amplo mercado, assim como a assinatura do Acordo Nuclear Brasil- Alemanha são realizações do governo;
a)Castelo Branco b)Costa e Silva
c)Médici d)ErnestoGeisel e)Figueiredo


40. Os reis de Portugal D. João I e D. Sebastião pertenceram, respectivamente, às dinastias de:
(A) Borgonha e Avis (B) Avis e Bragança
(E) Borgonha e Bragança
(C) Bragança e Avis (D) Avis e Avis

41. Sobre a expansão marítima portuguesa podemos concluir que:
I - Foi iniciada com a conquista de Ceuta.
II - Visava fundar colônias de povoamento nas costas africanas.
III - O objetivo final seria fundar feitorias em Calicute e expandir a fé cristã.
IV- Ficou conhecida como ciclo oriental.
Com base na avaliação das afirmativas apresentadas, assinale a alternativa correta:
(A) Todas as afirmativas são verdadeiras
(B) São verdadeiras as afirmativas I, II e III
(C) São verdadeiras as afirmativas I, II e IV
(D) São verdadeiras as afirmativas I, III e IV
(E) São verdadeiras as afirmativas II, III e IV

42. O principal argumento que defende a tese da intencional idade do Descobrimento do Brasil é:
(A) a implantação da Política do Segredo, por parte de Portugal
(B) a interpretação histórica da carta de Pero Vaz de Caminha
(C) a presença de espanhóis no litoral brasileiro, em 1499
(D) a experiência náutica dos comandantes da esquadra de Cabral
(E) a modificação da Bula Inter-Coetera para Tratado de Tordesilhas

43. O principal motivo que levou Portugal a implantar o sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil foi:
(A) carência de recursos financeiros
(B) distribuir terras ao excedente populacional português
(C) atender às exigências da burguesia mercantil
(D) centralizar a administração colonial
(E) ocupar rapidamente todo o litoral e o interior do Brasil

44. A respeito dos grupos indígenas no Brasil podemos afirmar que:
(A) praticavam o suicídio coletivo e foram catequizados nas Missões do litoral
(B) organizavam-se em tribos e eram monogâmicos
(C) foram empregados na criação do gado e eram politeístas
(D) adaptaram-se ao trabalho na lavoura e eram nômades
(E) miscigenaram com o homem branco gerando o cafuzo e o grupo tupi era o que habitava a maior parte do nosso litoral

45. Quanto ao tráfico negreiro podemos concluir:
I - Foi incentivado pela Coroa portuguesa que recebia 10% do lucro
III - A aguardente, o tabaco e o pau-brasil eram as "moedas" básicas do escambo escravista
III - A maioria dos negros trazidos da África eram das tribos dos Bantos e dos Sudaneses
IV - Os navios negreiros eram conhecidos por tumbeiros devido à excessiva mortandade em seu interior

Com base na avaliação das afirmativas apresentadas, assinale a alternativa correta:
(A) Todas as afirmativas são verdadeiras
(B) São verdadeiras as afirmativas I, II e III
(C) São verdadeiras as afirmativas I, II e IV
(D) São verdadeiras as afirmativas I, III e IV
(E) São verdadeiras as afirmativas II, III e IV

46. Dentre as contribuições do branco português à nossa cultura podemos destacar:
(A) couvade e o gosto pelo comércio
(D) coivara e caráter paternalista
(B) sincretismo religioso e o idioma
(D) expansão territorial e a religião católica
(E) canoas e o uso do tabaco

47. Dentre as afirmações abaixo assinale a que NÃO está relacionada com a Economia Colonial:
(A) a atividade extrativa do pau-brasil não fixou o homem à terra.
(B) a empresa açucareira foi a solução encontrada por Portugal para ativar o mercado interno no Brasil.
(C) o sistema de PLANTATION incluía dentre outros aspectos a mão de obra escrava indígena ou negra.
(D) o ouro descoberto na região das Gerais era do tipo aluvião, logo esgotou-se rapidamente.
(E) as drogas do sertão foram coletadas pelos índios aculturados nas Missões do Amazonas.

48. Comparando a estrutura da sociedade da cana-de-açúcar com a da mineração podemos afirmar que:
(A) eram muito semelhantes pois ambas adotavam o Plantation.
(B) eram diversificadas pois enquanto a da cana adotava o escravismo a da mineração quase não o empregava.
(C) eram semelhantes quanto ao aspecto da mobilidade social.
(D) eram diversificadas quanto ao acesso mais democrático da mineração.
(E) ambas tinham a base escravista e criaram núcleos urbanos.

49. Uma das causas da Inconfidência Mineira foi o (a):
(A) adoção do livre cambismo na região das Gerais
(B) Alvará de 1701 que restringia a permanência do gado a menos de 10 léguas do litoral
(C) proibição da circulação do ouro em pó ou em pepitas
(D) criação das Casas de Fundição
(E) temor da cobrança dos impostos atrasados

50. Correlacione a coluna da direita com a esquerda.

PERSONAGENS
1. João Ramalho
2. Felipe dos Santos
3. Mem de Sá
4. Vilegaignon
5. Estácio de Sá
6. Duarte da Costa
7. Caramuru
FATOS HISTÓRICOS

( ) Náufrago português que auxiliou Martim Afonso de Souza a fundar o primeiro núcleo colonizador no Brasil
( ) Fundou o Forte de Coligny
( ) Governador-geral quando da fundação da França Antártica pelos franceses

(A) 1 - 4 - 6
(B) 7 - 5 - 3
(C) 7 - 4 – 3
(D) 1-5-6
(E) 2 - 3 - 5



GABARITO
1. V V V F V F, 2. B, 3.B, 4.A, 5.E,6.C, 7.E, 8.C, 9.A, 10. B, 11.C, 12.D, 13.D, 14. E, 15.A, 16.E, 17.C, 18.C, 19.C, 20.A, 21.C, 22.C, 23.B, 24.E, 25.B, 26.D, 27.C, 28.A, 29.A, 30.D, 31.E, 32.B, 33.C, 34.C, 35.D, 36.B, 37.E, 38.C, 39. D, 40.D, 41. D, 42.E, 43.A, 44C, 45.D, 46.D, 47.B, 48.D, 49.E, 50.A,